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sábado, 26 de janeiro de 2013

Ismail Kadaré - O Dossier H


O Dossier H

ISMAIL KADARÉ
EDITORA Difusão Cultural

1ª EDIÇÃO
TRADUÇÃO CarmeN de Carvalho

capa fernando diogo

1991

181 p



O DOSSIER H. narra a jornada de Max Roth e Norton Willy, dois helenistas irlandeses estudiosos de Homero que chegam a uma pequena cidade na Albânia em 1930. Seu objetivo: fazer gravações de épico albanês oral com uma máquinanova- um gravador. A Albânia é hoje um dos poucos lugares no mundo onde ainda existem rapsódias (os guzlars) herdeiros de uma longa tradição oral, e capaz de improvisar longas histórias em verso, com acompanhamento ao lahuta, assim de idade.

Ao estudar o processo de transformação da épica oral, através de comparações entre as mesmas recitações épicas por bardos diferentes, ou mesmo uma semana rapsodo vários separados, ambos os homéristas têm esperança de inferir informações sobre funcionamento do épico oral na Grécia antiga , e de lá, finalmente, resolver problemas até então insolúveis sobre a composição da Ilíada e da Odisséia (a " questão homérica "). Mas, aos olhos das autoridades, não há dúvida de que essas pesquisas são desculpas e irlandeses são os dois espiões. 

O romance é baseado em pesquisa realizada no início do XX º século na épica oral, forma e verso, que alterou profundamente os estudos homéricos. Os dois personagens principais são fortemente reminiscente de Milman Parry e Albert Lord , que, com base em pesquisa iniciada por Mathias Murko , foram os primeiros a interessar-se pelo épico servo-croata , numa perspectiva comparativa, a fim de lançar luz novamente os épicos homéricos. A figura de Homero como o arquétipo do poeta cego paira sobre todo o romance e dá origem a várias alusões (especialmente problemas para Willy) que podem tendem para o fantástico . Além disso, as referências ao escuro e sangrento épico é o contributo albanês desesperado para a atmosfera do romance. Por outro lado, a sátira e a mesquinhez regime paranóico da vida da província transforma o romance de humor fazendo lembrar as histórias de Mikhail Bulgakov e O Revisor de Gogol . 



Sobre o autor

Ismail Kadaré (Gjirokastër, 28 de Janeiro de 1936) é um escritor albanês. Filho de um funcionário público, presenciou a devastação da Albânia pelas tropas que se digladiaram durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que deixou as suas marcas tanto na sua vida como na sua obra. 

Recebeu muitos prémios literários, e foi nomeado diversas vezes para o Prémio Nobel da Literatura, onde quase sempre aparece na lista de favoritos. 

Recebeu o Prémio Internacional Man Booker em 2005. Em 2009 foi galardoado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das letras. 

As opiniões divergem sobre se Kadaré foi um dissidente ou um conformista durante o período comunista da Albânia. Em diversas ocasiões, Kadaré refutou a ideia de ter sido dissidente. Argumentos podem ser esgrimidos em ambos os sentidos. 
De facto, foi praticamente o único escritor albanês autorizado pelo regime, e foi mesmo deputado do regime de Enver Hoxha, mas algumas das suas obras (como O Palácio dos Sonhos) são profundamente anti-totalitárias e ressaltam o valor da liberdade.



Livro de bolso, brochado, sem humidade e sujidade.como novo. 

Preço: 20€ + portes

Portes 3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net


Ismail Kadaré - Novembre d'une capitale 1998

Novembre d'une capitale

Ismail Kadaré
Editions Fayard
Brochado
Língua Francesa
Tradutor Jusuf Vrioni
Dimensões: 20,80 x 13,41 x 1,80
208 páginas
299 gramas
1998/01/09

Novembro de uma capital conta os dias da libertação de Tirana pela resistência albanesa, ente 29 de Outubro a 17 de Novembro de 1944. 




Ismail Kadaré (Gjirokastër, 28 de Janeiro de 1936) é um escritor albanês. Filho de um funcionário público, presenciou a devastação da Albânia pelas tropas que se digladiaram durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que deixou as suas marcas tanto na sua vida como na sua obra. 

Recebeu muitos prémios literários, e foi nomeado diversas vezes para o Prémio Nobel da Literatura, onde quase sempre aparece na lista de favoritos. 

Recebeu o Prémio Internacional Man Booker em 2005. Em 2009 foi galardoado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das letras. 

As opiniões divergem sobre se Kadaré foi um dissidente ou um conformista durante o período comunista da Albânia. Em diversas ocasiões, Kadaré refutou a ideia de ter sido dissidente. Argumentos podem ser esgrimidos em ambos os sentidos. 
De facto, foi praticamente o único escritor albanês autorizado pelo regime, e foi mesmo deputado do regime de Enver Hoxha, mas algumas das suas obras (como O Palácio dos Sonhos) são profundamente anti-totalitárias e ressaltam o valor da liberdade.



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Ismail Kadaré - O general do exército morto.


O General do Exército morto
ISMAIL KADARÉ
EDItora sementes

1ª EDIÇÃO

TRADUção João Miranda
CAPA Zef Shoshi
1975
190 P


Sobre o livro e o autor

Tinha eu 23 anos de idade quando iniciei, em 1974 — com a mulher e a filha de oito meses —, uma temporada de cinco anos na Albânia, como radialista na transmissão em ondas curtas da Rádio Tirana para o Brasil. Por aqui corriam os tempos do general Garrastazu Médici, e quero crer que a Rádio teve seu mérito ao falar aos brasileiros de temas proibidos como a Guerrilha do Araguaia. 

Foi como tropecei no albanês. 


Quase duas gerações mais tarde, as pessoas ainda se espantam ao dar com um tradutor — quero crer que o único na ativa — do albanês para o português. De vez em quando alguém não resiste à tentação de comparar-me ao personagem do delicioso conto de Lima Barreto. Respondo, com uma ponta de vaidade, que “o homem que sabia javanês” é café pequeno em matéria de línguas recônditas: ele aprendeu o idioma falado por 75 milhões de javaneses; enquanto meu albanês tem não mais que uns 3 milhões de falantes na Albânia, outros tantos em Kossova (que os brasileiros conhecem como Kosovo, na grafia meio arrevesada que nos chegou via sérviocroata e inglês), mais um milhão espalhado pelos Bálcãs e o mundo. 

Pense nas línguas indoeuropeias como uma grande árvore. No meio dos numerosos galhos frondosos, há uma folhinha que sai diretamente do tronco, sem nenhum parente próximo. É o albanês: tão próxima do português como do persa, do russo ou do bengali. E ainda com declinações… 

Gosto de supor alguma valia em meu trabalho de tradutor por servir de ponte, ainda que precária, entre dois pedaços de humanidade que se conhecem tão pouco. 

A ponte só tem funcionado graças a Ismail Kadaré, o premiado romancista albanês que a Companhia das Letras publica no Brasil há duas décadas. 

Foi de Kadaré o primeiro romance albanês que li, em francês, ainda a caminho de Tirana: O general do exército morto. Desde ali ele me cativou. Ainda pelejo para ver O general publicado no Brasil, pela primeira vez, não só por motivos sentimentais mas porque foi quem revelou aos ocidentais o talento kadareiano. 

Kadaré costuma aparecer na “ala” literária que se poderia chamar de pós-Muro de Berlim, e teve seus 15 minutos de fama. Isso o coloca numa companhia que não merece: no século que vem duvido que alguém lembre dos outros da ala pós-Muro, se é que já não estão esquecidos, mas com certeza muita gente no mundo há de dar valor à obra tão albanesa e tão universal do autor do General. 

É com gosto, portanto, que vou fazendo minha ponte, ou pinguela. A despeito de todas as distâncias e diferenças, temos em comum, brasileiros e albaneses, o fato de habitarmos de certa forma dois “cantos do mundo” — ainda que alguém possa se chocar com a noção de que o globo terrestre tem cantos. E um mundo sem cantos só terá a ganhar com traduções do albanês para o português. Ao nos aproximar e conhecer vamos sempre nos tornando mais… humanos… 

Bernardo Joffily é jornalista e fundador do portal www.vermelho.org.br. Traduz obras do inglês, francês, espanhol, italiano e em especial a obra do romancista Ismail Kadaré, do albanês.

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Ismail Kadaré - Os tambores da Chuva, 1ª edição (1976)

Os Tambores da Chuva
Ismail Kadaré
EDIÇÕES MARIA DA FONTE


COLEÇÃO CULTURA POPULAR, Nº 2
1ª EDIÇÃO
EDITORA MARIA ISABEL PINTO VENTURA
TRAD CELESTE ALVES PEDRO
CAPA MARIA JOSÉ SACADURA
(1976)
278 p

Na segunda metade do século XV, o exército otomano, o mais poderoso do mundo, está prestes a atacar um castelo cristão de um pequeno país dos Bálcãs, a Albânia, ponto de interseção entre Ocidente e Oriente. Trata-se da principal cidadela do herói nacional albanês, o legendário George Kastriota-Skanderbeu. 

Ferozes soldados otomanos galgam escadas colocadas junto às muralhas da fortaleza. Ao redor, o sangue, o fogo, a morte. O paxá Tursum, que comanda as forças de ataque, precisa conquistar a fortaleza se não quiser cair em desgraça junto ao sultão.

De dentro do castelo assediado, uma voz anônima narra as privações impostas pelo cerco, entre elas a sede e a fome. A chuva, cuja estação se aproxima, poderá ser a salvação dos castelões e a danação dos atacantes.

As rotinas opressivas de um império totalitário são aqui descritas por alguém que viu seu país ser invadido sucessivamente pela Itália fascista, pela Alemanha nazista e pela União Soviética. Sob a rígida censura stalinista da década de 60 - quando Kadaré escreveu o livro -, o foco sobre os séculos em que a Albânia esteve sob o jugo otomano assumiu forte carga libertária.
Ismail Kadaré faz uma epopéia moderna, comparável à própria Ilíada de Homero, igualmente centrada no assédio a uma cidadela - Tróia.






O autor

Ismail Kadaré (Gjirokastër, 28 de Janeiro de 1936) é um escritor albanês. Filho de um funcionário público, presenciou a devastação da Albânia pelas tropas que se digladiaram durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que deixou as suas marcas tanto na sua vida como na sua obra. 

Estudou História e Filologia na Universidade de Tirana e no Instituto Gorky de Literatura em Moscovo. Depois de sofrer ameaças do regime comunista albanês, exilou-se em França em Outubro de 1990, antes do regime colapsar, onde vive até hoje.

Recebeu muitos prémios literários, e foi nomeado diversas vezes para o Prémio Nobel da Literatura, onde quase sempre aparece na lista de favoritos.

Recebeu o Prémio Internacional Man Booker em 2005. Em 2009 foi galardoado com o Prêmio Príncipe de Astúrias das letras. 

As opiniões divergem sobre se Kadaré foi um dissidente ou um conformista durante o período comunista da Albânia. Em diversas ocasiões, Kadaré refutou a ideia de ter sido dissidente. Argumentos podem ser esgrimidos em ambos os sentidos. 

De facto, foi praticamente o único escritor albanês autorizado pelo regime, e foi mesmo deputado do regime de Enver Hoxha, mas algumas das suas obras (como O Palácio dos Sonhos) são profundamente anti-totalitárias e ressaltam o valor da liberdade.

Sobre as Edições Maria da Fonte

Editora fundada Manuel Quirós e sua companheira Maria Isabel Pinto Ventura.

Manuel Armando Giménez González Quirós, de seu nome completo, nasceu em 1939 e despertou para a actividade política em pleno “furação” causado pelas eleições de Humberto Delgado, em 1958, que lhe levou a percorrer um caminho diferente, o da luta contra o degenerado Estado Novo. Em 1960 aderiu ao PCP, donde, em ruptura, sairia com um destacado núcleo de militantes para fundar em 1964 a Frente de Acção Popular (FAP) e o Comité Marxista-Leninista Português (CMLP), que não foi mero acto de inclinação individual, mas tão-somente uma sentida necessidade de romper com a via pacifista e promover a luta armada revolucionária, as bases essenciais desta primeira cisão de esquerda.

Em finais de 1969, saído da prisão política, foi expulso da docência e proibido de exercer o ministério de professor do ensino técnico, dedicando-se desde então à tradução e posterior edição no sector livreiro. Homem de acção, dinâmico e empreendedor, pensador intelectual brilhante profundamente engajado na luta contra a ditadura fascista, fundaria em 1973 as Edições Maria da Fonte, um marco de referência.


Num curto espaço de três anos publicaria dezenas de obras de doutrinação marxista-leninista, análise política e literatura revolucionária, quase sempre por si traduzidas, fruto do seu imenso labor. Devido à pujança deste projecto, a editora sobreviveu, pelo menos, até ao fim da década de 1970.



Neste período, antes de 25 de Abril, foi ainda cronista dos jornais progressistas COMÉRCIO DO FUNCHAL e NOTÍCIAS DA AMADORA: Semanário Popular, continuando a desenvolver várias acções na clandestinidade. Um exemplo de dedicação à luta antifascista.

Manuel Quirós morreu em 1975 em pleno fulgor revolucionário.

Livro de bolso, brochado, com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa.

Preço: 20€ + portes

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