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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Litlle Grandmother of the Russian Revolution (1918)


Litlle Grandmother of the Russian Revolution
Reminiscences and letters of Catherine Breshkovsky
Edited by Alice Stone Blackwell
Boston
Little, Brown & Company
duas edições de 1918 e 1919
348 p.
Capa cartonada

Obra editada por 4 vezes no período da revolução bolshevique na Rússia e distribuída massivamente em todos os EUA e nas tropas americanas estacionadas no pacífico.

Este exemplar era propriedade do War Service Library do Exército dos EUA

Vídeos  da Revolução russa de 1917


Link explicativo do enquadramento global, factos e pessoas da Revolução Bolshevique


Texto integral do livro na Web:


Sobre o livro:

A Revolução Russa foi um dos grandes acontecimentos da história moderna. Foi o também possível graças ao trabalho e sacrifício de milhares de homens nobres da Rússia e e algumas mulheres. das mais proeminentes destaca-se a figura de Catherine Breshkovsky, nascida Ekaterina Constantinovna Brechko-Brechkóvskaia, conhecida carinhosamente pelo povo russo (sobretudo os camponeses) como Baboushka, a avó querida da Revolução Russa. 

Este trabalho é uma compilação de textos e cartas de Madame Breshkovsky em que conta de sua infância e juventude ditada ao amigo de infância e juventude Dr. Abraham Cahan bem como a narrativa de sua vida, da sua primeira prisão, das experiências iniciais de prisão e um esboço de sua vida posterior dada em entrevista a Ernest Poole que as publicou inicialmente no Outlook.

Edição de 1918






Edição de 1919






Notas biográficas:


Catherine Breshkovsky (real name Yekaterina Konstantinovna Breshko-Breshkovskaya (RussianЕкатерина Константиновна Брешко-Брешковская); 13 January 1844 – 12 September 1934) was a Russian socialist, better known as Babushka (the Grandmother) of the Russian Revolution.

Revolutionary Life


She left her home at the age of 26 to join followers of anarchist Mikhail Bakunin in Kiev. As a Narodnik revolutionary, she was imprisoned 1874 at Katorga and exiled to Siberia in 1878. After her release in 1896, she formed a Socialist-Revolutionary group and helped to organize the Socialist-Revolutionary Party in 1901.


She escaped to Switzerland and the United States in 1900. After returning to Imperial Russia in 1905, she was captured and exiled to Siberia again. After the February Revolution of 1917, political prisoners were released, and Breshkovsky was given a seat in Aleksandr Kerensky's government. When the Bolshevik organized the October Revolution, Breshkovsky was again forced to flee. She died inCzechoslovakia.

Her son Nikolay Breshko-Breshkovsky became a writer.


The Little Grandmother of the Russian Revolution: Reminiscences and Letters, Little, Brown and Co, Boston, 1918. from Archive.org


A mulher na Revolução russa:
Women in the Russian Revolution


Among others, there was Catherine Breshkovsky (Catherine Breshkovskaya, Breshka Brashkoski, Yekaterina Breshko-Breshkovskaya, whatever), who is nicknamed the Little Grandmother of the Russian Revolution, or бабушка Русской революции if you speak Russian. 

This lady was co-founder and co-leader of the Russian Socialist Revolutionary Party. Like all decent Russian revolutionaries, Catherine spent many years in Siberian exile. After 1917, she left the country and moved to Prague because she couldn't agree with the Bolsheviks.

Catherine Breshkovsky 1844 - 1934

CATHERINE BRESHKOVSKY - MORE BALLS THAN THE REST COMBINED


Source Unknown


Many other women fought in the Revolution as well, some as visionary revolutionaries, some as protesters in the streets, some as armed rebels. Here are more girls with guns.

FEMALE UDARNITSKY BATTALION ASSIGNED TO THE PALACE AREA, 1917


FEMALE UDARNITSKY BATTALION ASSIGNED TO THE PALACE AREA, 1917

St Petersburg Encyclopaedia

Udarnik, also called Shock Worker, was the term for an enthusiastic worker assigned to a special task of urgency.

Arquivos de
Catherine Breshkovsky papers, 1923-1934.

Breshko-Breshkovskaia, Ekaterina Konstantinovna, 1844-1934.
3 linear foot (1 box)









New York Public Library
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Notes and summaries
Entire collection Available on microfilm; New York Public Library.
Ekaterina Breshko-Breshkovskaia (1844-1934), whose anglicized name was Catherine Breshkovsky, was a member of the Social Revolutionary Party in Russia. After the 1917 Revolution, she left for Prague where she was active in efforts to aid the Russian refugee community.
Papers include letters and postcards, 1923-1934, from Breshkovsky in Prague to Irene Dietrich in Brooklyn, New York, in which she thanks Dietrich for her gifts of clothing, school supplies, money, and other necessities to the Russian refugees Breshkovsky was aiding. Breshkovsky also discusses her efforts to help the refugees, particulary children; conditions in Russia; Russian revolutionary figures; world affairs; and personal matters. Also included are letters to Dietrich from Breshkovsky's friends, George Lazarev, Olga Kerensky, Alice Stone Blackwell, and Larissa Archangelski, and family; and photographs of Breshkovsky, ca. 1920s-1930s, and of George Larazev and Olga Kerensky and her younger son Gleb. Lazarev correspondence includes a 23-page letter written in 1928 in which Lazarev describes Breshkovsky's and his own revolutionary activities in Russia.
A few letters Are in French and Russian.
This collection covers:
Breshko-Breshkovskai︠a︡, Ekaterina Konstantinovna, 1844-1934.
Refugees Soviet Union.
Refugees Czech Republic Prague.
Children Soviet Union.
International relief Czech Republic Prague.
Soviet Union History Revolution, 1917-1921 Refugees.
Soviet Union Social conditions.
Soviet Union Economic conditions 1917-1945.
Prague (Czech Republic) Social conditions.
Editors, Translators, and other contributors:
Dietrich, Irene.
Lazarev, George.
Kerensky, Olga.
Blackwell, Alice Stone, 1857-1950.
Archangelski, Larissa.
Kerensky, Gleb.
Livro marcante de uma época e de uma personalidade histórica.
Raro e de coleção
Edição 1918 - Em muito bom estado para a idade. Miolo impecável

Edição de 1919 - Em estado razoável para a idade. Lombada ferida. Miolo razoável

Edição 1918 Preço 150€ 


Edição 1919 Preço 75 €

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas

+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net


Dos Dezembristas até aos nossos dias. 100 anos de luta pela liberdade. 1917



Dos Dezembristas até aos nossos dias. 
100 anos de luta pela liberdade. 
1917
A. Gizetti
Nº 4-5 Série de brochuras sócio-políticas.

Edições S. Konnin (Ou Nonnin...?)

Kopek-Bibliotecário Fundada em 1909

64p.

Preço 50 kopeks
Do tempo em que 1 rublo custava mais que 1 $US dólar
Petrograd
Rua Jukovski, 22
Russia



Edição em língua russa. 

Escrito no alfabeto russo de 43 letras (ortografia pré-revolução). alfabeto russo (русский алфавит, русская азбука) na sua forma atual com 33 letras existe desde 1918, apesar que oficialmente até 1942, era considerado apenas com 32 letras pois o E e Ё era considerado a mesma letra só que com versões diferentes.


Por volta 863 os irmãos Cirilo (Кирил) e Metódio (Мефодий), sobre as ordens do Imperador Bizantino Miguel III (Михаил III) estruturaram o alfabeto para a língua eslava. A distribuição e expansão do alfabeto cirílico está associada principalmente as atividades de uma escola búlgara (depois de Cirilo e Metódio). Na Bulgária, o rei Santo Boris em 860 se converteu ao cristianismo e a Bulgária se tornou o centro de propagação da literatura eslava. Com isso foi criada a primeira Escola de Livro Eslava (Преславская книжная школа), a partir daí eles começaram a reescrever os originais dos livros litúrgicos do Cirilo e a fazer as novas traduções eslavas da língua grega, e assim surgem os trabalhos originais em língua eslava antiga. Mas tarde, o idioma eslavo entra na Sérvia, e no final do século X se torna a língua oficial da Igreja na Rus Kievana.

O alfabeto eslavônico (também chamado de velho-eslavo ou cirílico) foi composto principalmente com caracteres gregos, adicionando-se algumas letras hebraícas e árabes. Esse alfabeto primitivo contava com 46 letras, mas no russo ficaram até a revolução de 1917, somente 35 (na verdade eram 37 letras) que consiste em: А, Б, В, Г, Д, Е, (Ё não era considerada como uma letra separada), Ж, З, И, (Й não foi considerada como uma letra separada), І, К, Л, М, Н, О, П, Р, С, Т, У, Ф, Х, Ц, Ч, Ш, Щ, Ъ, Ы, Ь, Ѣ, Э, Ю, Я, Ѳ, Ѵ. A última letra entrou no alfabeto russo, mas de fato a sua utilização quase desapareceu, e ela entrava somente em algumas palavras.

A última reforma importante do alfabeto russo foi realizada entre 1917-1918 e suprimiu ainda mais duas letras que resultou em seu alfabeto atual com 33 letras. Este alfabeto ficou também como base para a escrita da maioria dos idiomas da ex-União Soviética, cuja escrita até o início do século XX estava ausente ou foi substituída pela autoridade soviética.

Декабристов до наших дней. 100 лет борьбы за свободу. В 1917 году
         A. Gizetti
          N º 4-5 серии брошюр социально-политический.
          Издания С. Konnin (Или Nonnin ...?)
          Копейка-библиотекарь Основанная в 1909 году
          Цена 50 копеек
          Петроград
           Жуковский улица, 22
          Россия

Folheto revolucionário impresso em Petrogrado em 1917 com a revolução bolshevique na rua!
Obra de coleção - Raríssima






Sobre a revolução de Outubro e o movimento Dezembrista 

(Com a revolução na rua o folheto comemora os 100 anos de luta pelo liberalismo... na Rússia ainda não bolshevique)



Ruptura fundamental tal como a derrocada do Império Romano ou a Revolução Francesa, a Revolução Russa foi, ao mesmo tempo, uma continuidade: a da marcha dos povos para formas de vida política, social, económica e cultural, que apontam como metas ideais a liberdade e a igualdade. A revolução Russa teve como antecedentes o movimento dos "dezembristas" liberais de 1825; a formação de uma corrente inovadora de tendências muito diversas em que se encontraram e desenvolveram as doutrinações de escritores e ideólogos como Herzen, Bielinski, Bakunine, Tolstoi, etc; a infiltração das doutrinas marxistas e o despontar dos movimentos proletários organizados; a libertação dos servos a partir de 1861; as correntes terroristas, que só pela via do atentado individualista admitiam a libertação das opressões autocráticas e oligárquicas do czarismo; a grande vaga insurreccional que se manifestou em 1905, coincidindo com a derrota russa na guerra contra o Japão. Em 1914, apesar da força subterrânea do movimento revolucionário do proletariado (ainda dividido entre várias correntes), o povo russo foi ainda para a guerra contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Os desaires da guerra num País desorganizado pelo arcaísmo das instituições e pela corrupção, a fome e a miséria que alastravam sobre um povo tradicionalmente pobre e sacrificado, a energia com que as vanguardas revolucionárias assumiram o comando da inevitável insurreição popular, determinaram em 1917 o curso acelerado dos acontecimentos:

Março: Jornadas revolucionárias em Petrogrado, fracasso da repressão (as tropas aderem ao povo insurgido) e desmoronamento provisório do regime czarista. Um soviete de maioria menchevique constitui-se em poder revolucionário. Um comité provisório, eleito pela Duma, recebe a incumbência de substituir o Gabinete czarista. O soviete entrega o poder ao "comité" provisório, que adoptou o seu programa (amnistia, garantia de liberdades políticas fundamentais, convocação da Assembleia Constituinte). Mas o Soviete não desaparece, e só ele conserva o direito de convocar as massas. Concede ao Governo uma confiança condicionada e, passando por cima do executivo, promulga o "prikaz"nº1 sobre a reorganização do exército, que cria a autoridade das comissões de soldados.

Abril: Lenine regressa à Rússia, aproveitando a amnistia promulgada pelo Governo Liberal, e faz adoptar pelo Partido Bolchevisca as Teses de Abril. Contra os Mencheviques, Lenine opta pela tomada imediata do poder pelos Sovietes e pela realização da revolução proletária. Sovietes de soldados e sovietes de operários constituem-se espontaneamente em toda a Rússia, elegendo sovietes locais.

Maio: Novo Governo provisório, de coligação, no qual participam os sovietes. A presença menchevique não acelera a revolução, e aceita-se a continuação da guerra, embora se difundam as palavras de ordem bolcheviques: paz imediata, terra para os camponeses, todo o poder para os sovietes.

Junho: Congresso dos Sovietes, que apoia o governo de coligação e a continuação da guerra.

Julho: "Jornadas de Julho" (manifestações de operários e soldados sob a direcção do Partido Bolchevique, que é, consequentemente, considerado ilegal). Constitui-se um novo governo provisório de maioria social-democrata, cujo 1ºobjectivo é a repressão contra os bolcheviques, cuja influência aumentou no seio dos sovietes.

Agosto/Setembro: Reorganização e manifestos dos grupos de direita. Prepara-se um golpe de Estado, cuja execução é entregue ao general Kornilov. Os sovietes dirigem a resistência popular contra os militares.

Outubro: Acreditando na completa conversão dos sovietes em organizações bolcheviques, Lenine decide a insurreição geral contra o Governo burguês. A 26 de Outubro o soviete de Petrogrado constitui-se, como governo revolucionário provisário, cuja presidência foi assumida poucos dias depois por Lenine. Em 7 de Novembro, com o assalto do operariado armado e dos soldados revolucionários ao Palácio de Inverno, foi quebrado o último foco de resistência militar e política à Revolução. E sob a palavra de ordem: "Todo o poder aos Sovietes", a vitória bolchevique alastrou rapidamente por toda a Rússia europeia e asiática, logo apoiada pela rapidez e amplitude da organização do Exército Vermelho. Na noite de 7 para 8 de Novembro, o Congresso dos Sovietes em Petrogrado confiou o poder de governo ao Conselho de Comissários do Povo, presidido por Lenine, que logo iniciou uma acção enérgica de transformação económica e social revolucionária, ao mesmo tempo que intentava restabelecer, na imensidade do território russo, uma organização firme de Estado socialista.



(PIJOAN, José, História do Mundo, 1ªedição, 11 volumes, Lisboa, Publicações Alfa, 1973, pp.71 e 77)


Folheto marcante, raro e de coleção
Em estado razoável para a idade. Miolo impecável

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A rússia dos sovietes. Carlos Rates. 2ed 1976 Seara Nova


José Carlos Rates
A Rússia dos Sovietes
2ª Edição 1976
( Primeira edição foi publicada em 1925 )
Edição Seara Nova com prefácio de César de Oliveira


Obra fundamental para perceber o conhecimento à época dos fundamentos do socialismo e da revolução russa. Carlos Rates influenciado pelo anarco-sindicalismo foi o 1º secretário geral eleito do PCP Partido Comunista Português. 

Mais tarde foi expulso de PCP e colaborou com o regime do estado novo.

José Carlos Rates foi um dos mais destacados e dinâmicos dirigente sindicalista da primeira geração. Teve presença interveniente no I Congresso Sindicalista e Cooperativista (Lisboa, 1909), no I Congresso Sindicalista (1911) e no congresso de criação da União Operária Nacional (Tomar, 1914). 

Foi um bom propagandista e organizador de sindicatos naMadeira, no Alentejo, nas Beiras e Trás-os-Montes. Em 1912, como membro da Comissão Executiva do Congresso Sindicalista, encabeçou a "tournée" de propaganda pelos campos alentejanos. Foi duramente reprimido pela sua militância sindicalista revolucionária, tendo sofrido penas de prisão e deportação em África. 
Colaborador assíduo na imprensa operária ('O Sindicalista', 'A Batalha', 'O Comunista', etc.) foi também um ensaísta prolífico. Tendo ascendido socialmente, adquiriu hábitos um pouco mais burgueses e um certo pendor para soluções administrativas e tecnocráticas para os problemas sociais.

Tendo-se mantido sempre distante do anarquismo, após a Revolução de Outubro aderiu aos princípios do bolchevismo e foi um dos fundadores, em 1921, do Partido Comunista Português. Visitou a Rússia revolucionária em data que não é possível precisar. Em Novembro de 1922, foi escolhido por Jules Humbert-Droz, então delegado em Portugal do Comintern, para liderar o partido, tornando-se o seu primeiro secretário geral. A escolha ocorreu na sequência de problemas internos dentro do recém-formado partido.

Defensor de uma aliança defensiva antifascista com o Partido Radical e a Esquerda Democrática de Domingues dos Santos, foi expulso do P.C.P., por desviacionismo às directivas políticas da Internacional Comunista, no 2.º Congresso do P.C.P., em Maio de 1926. Mais tarde seria substituído nessas funções por Bento António Gonçalves.

Surpreendentemente, em 1931 adeririu à União Nacional salazarista. O seu desempenho como secretário-geral seria depois criticado pelo seu sucessor, Bento Gonçalves.

Embora o seu pensamento tenha hoje apenas um interesse de curiosidade histórica, era um homem estudioso e reflectido, que deixou alguma obra teórica: O problema português: os partidos e o operariado (1919); A ditadura do proletariado (1920); A Rússia dos sovietes (1925); e Democracias e ditaduras (1927).

No período final da sua vida, interessou-se por questões coloniais, apesar de anteriormente ter advogado a venda das colónias à melhor oferta. Escreveu ainda dois romances.
Era fadista.

Muito Bom estado. Como novo
assinatura de posse a lápis no rosto





Preço: 22€ + portes

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