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sábado, 25 de janeiro de 2014

Mário Sá- Carneiro, Almada Negreiros, Manuel de Lima, Luiz Pacheco - Antologia de vanguarda. Edições Afrodite 1967

[MÁRIO] SÁ-CARNEIRO

JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

MANUEL DE LIMA

LUIZ PACHECO

Antologia de vanguarda

4 Autores da Novela Portuguesa Contemporânea 

Lisboa, 

s.d. [circa 1967]

Afrodite – Edição de Fernando Ribeiro de Mello

1.ª edição

17 cm x 14,3 cm

280 págs.




Reúne o vertente conjunto, respectivamente, «A Loucura», «A Engomadeira», «Um Homem de Barbas» e «Os Namorados». Não sendo ficções inéditas, ajudam muito correctamente a estabelecer uma brevíssima linhagem cultural para o século XX português.



Exemplar como novo sem qualquer quebra na lombada, com falha tinta na capa e assinatura de posse de proprietário coevo


Preço : 50 € 
com portes registados para Portugal Continental e ilhas
+ 10€ para correio registado internacional
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net


Herberto Helder- O Corpo O Luxo A Obra . Contraponto &Etc. 2ª edição. 1978

HERBERTO HELDER
desenho de Carlos Ferreiro


Lisboa [aliás, Porto], 1978

& etc [aliás, Contraponto]

2.ª edição [aliás, contrafacção da 1.ª edição]


17,6 cm x 15,2 cm

24 págs. + 4 págs. em extra-texto + 1 folha em extra-texto


PEÇA DE COLEÇÃO





cit de Frenesi Livros

"Zangaram-se muito. Por causa desta contrafacção. Autor, editor legítimo (Vitor Silva Tavares) e editor pirata (Luiz Pacheco). Com polícia judiciária de permeio e tudo!... E tudo por causa da assumida, por parte do legítimo, baixa tiragem e reedição para nunca, da obrinha de HH. E tudo por causa da gula invejosa do pirata. 

Talvez também Estela Guedes, então jornalista do Diário Popular, haja ficado um pouco agastada.

Mas a todos depressa lhes passou. Estava-se em 1978, quando tudo ainda era possível. Quando tal e tanto o desleixo do pirata, que duas gralhas cantavam nas escassas 4 linhas da ficha técnica na contracapa. Faz a diferença. Entre editores.


O poema, propriamente escrito, inaugurava na casa editora & etc a colecção Subterrâneo Três, que viria a ser uma referência cultural incontornável. Sendo que o mesmo, de par com Cobra e com Flash, no contexto da obra de Helder, faziam a ponte para o futuro literário do escritor."

Impresso sobre papel superior verde marinho
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, miolo limpo


Preço : 170 € 
com portes registados para Portugal Continental e ilhas
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Natália Correia. Comunicação. Lisboa: Contraponto. 1959. 1ª edição

Natália Correia
Comunicação
Em qve se da noticia
dvma cidade chamada vvlgarmente
Lvsitania
atraves algvns fragmentos
dos oxyrhynchus papyri
interpretados pela avtora
qve deseiando ivlgar o sev
tempo ovsov ler no passado
a signa do presente
Lisboa
sd [1959]
Contraponto [Luiz Pacheco]
17 p

PEÇA DE COLEÇÃO




cit de Infofedia
... a voz de Natália Correia integra a tradição "dos que os poderes estabelecidos têm tido por heréticos, heterodoxos, feiticeiros" MARTINHO, Fernando J. B. - op. cit., p. 75), igualando o poder da protagonista de Comunicação, "uma mulher a quem chamavam a Feiticeira Cotovia [...] condenada às chamas por práticas de uma magiaa maior e estranha a que ela dava o nome de Poesia" e que, no momento da sua execução, augura que o seu"corpo em chamas será o rastilho de uma fogueira que consumirá a Lusitânia ano após ano, geração após geração numa combustão invisível e prolongada pela Palavra que fulge no ponto onde todos os nomes se reúnem na Luz." (Poesia Completa, p. 174). Buscando uma "Poesia em cuja ânfora o mundo / recolhe pólen da sua idade de ouro", Natália Correia entende, deste modo, "a poesia como substância mágica desorbitada da sua funcionalidade primitiva, que o poeta desespera por restituir à sua natureza orgânica primordial, a fim de a tornar eficaz na recriação do mundo" (CORREIA, Natália, cit. in MARTINHO, FernandoJ. B., p. 74). Por isso, para Natália Correia, a palavra, narrativa, dramática ou poética, é, acima de tudo, principal agente da revolução, não daquela historicamente datada, mas da revolução permanente que sujeito impõe a si mesmo ao "acusar a história de nos ter escondido que todas as revoluções foram até hoje desnaturados exercícios da verdadeira" (de Epístola aos Lamitas, in Poesia Completa, p. 413). Pela sua ousadia verbal e temática Natália Correia foi impedida de publicar algumas das suas obras durante o regime salazarista, como é o caso das peças A Pécora e O Encoberto, violentas desmistificações de alguns dos mitos nacionais, onde o lirismo e a sátira se fundem no poder exorcizante da palavra.


Exemplar muito estimado, capa e miolo manchada de humidade.

Preço : 200 € 
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Manuel Laranjeira - Pessimismo Nacional. Lisboa. Contraponto, 1955 e Edição do Centenário da morte de Manuel Laranjeira, com prefácio de Miguel Real e fac-simile dos exemplares de o Norte onde o texto foi originalmente publicado

Manuel Laranjeira

Pessimismo Nacional

Lisboa

Contraponto [Luiz Pacheco]

s. d. [1955]

47p [1]

Papel avergoado 200 g
Desta edição tiraram-se 300 exemplares... ex no 216 assinado pelo autor



Esta edição da Contraponto
Disponível apenas a edição do centenário



Peça de Coleção

1ª edição numerada e assinada por Luiz Pacheco de 1955. Na Contraponto Luiz Pacheco voltou a editar este texto em 1985, numa edição menos cuidada, mas igualmente rara.
Texto cheio de actualidade, no contexto da actual crise económica e de valores, com que Portugal está confrontado em 2014, uma atitude e crítica à "inteligentsia" nacional nos anos percursores da implantação da república e cuja actualidade na altura da sua publicação no estado Novo, nos leva a aceitar o pessimisno tão típico do pensamento social português.

e

Edição do Centenário
Opera Omnia Editora
Design da capa de Alexandre Fernandes
Paginação de Vasco Rosa
57p
Prefácio de Miguel Real sobre a "Actualidade de Manuel laranjeira"

2012

"Foi Laranjeia que me mostrou a alma trágica de portugal (...) e não poucos lugares ds abismos tenebrosos da alma humana" - Miguel de Unamuno



Foto da capa:

Rapariga da guitarra
Fotografia de Jorge de Almeida Lima, 1916
ANTT (PT/TT/JAL/ 0446)

Exemplar da Contraponto muito estimado, capa manchada de humidade, miolo limpo.
e
Edição do centenário da morte de Manuel Laranjeira ( 22/2/1912) como novo com assinatura do proprietário original

Preço Edição da Contraponto: 125€ 
Preço da Edição do Centenário: 45€
As duas em simultâneo: 150€

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Luiz Pacheco. Carta-sincera a José Gomes Ferreira com uma nota do autor por causa da província. Lisboa, Contraponto,[1958]

Luiz Pacheco
Carta-sincera a José Gomes Ferreira com uma nota do autor por causa da província.
Lisboa,
Contraponto,
s.d [1958]
1ª edição
Colecão A Antologia em 1958
18,6 cm x 13,2 cm
44 págs. + 1 folha em extra-texto


Dístico: «Do polo fixo: onde inda se não sabe que outro “clerc” comece ou mundo acabe» composto em Bodoni e impresso sobre papel superior 


PEÇA DE COLECÇÃO





Transcrito de Frenesi:

Incluído nesta colecção surrealista publicada pelo pintor / poeta Mário Cesariny, o ainda editor de surrealistas e abjeccionistas Luiz Pacheco sugere aqui, com inusitada verve e o correcto estilo literário, ao já então grande poeta José Gomes Ferreira que se deixe de «croniquetas» nos periódicos, isto a propósito de certa coluna jornalística – «À Porta da Livraria» – que este alimentava no Ler: «[...] elas têm estilo lá isso têm e não é mau. Mas ó diacho! é o estilo dos poemas, é a imagética dos poemas, é o vocabulário dos poemas, é tudo dos poemas! E então ficamos preocupados e um tudo-nada suspeitosos: os corvos de névoa, pântanos de cinzas, séculos de musgo, as chagas de grilhetas, verdades de punhal, criptas de morcegos, soluços de chicote, sonâmbulos de trapos, lençois de êxito, horizontes moles, chicotes de unhas, cidades de fome, luar dos ossos, dentes do coração, cabelos dos charcos, lágrimas de areia que criavam tão forte ambiente também servem para falar de porcarias do Chiado?!... então o Poeta não dá poemas e dá isto?! é então isto que o preocupa agora? e o resto? as lágrimas dos outros? o mundo dos outros? José Gomes Ferreira pode estar a escrever em casa um, dois, três livros de poemas ou seja o que for óptimos, sublimes. Não sei, não tenho nada com isso, ainda que me interessasse sabê-lo. O que não pode é entretanto mostrar ao público as plumas negras que tinha no lixo do saguão. Mais vale estar calado. [...]»

Exemplar muito estimado, capa e miolo limpo

Preço : 200 € 
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