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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Voltaire - Dicionário Filosófico. 1ª edição (2 volumes), 1966 - Célebre Tradução de Bruno da Ponte feita na realidade por Luiz Pacheco...e que acabou mal!

Voltaire

Dicionário Filosófico

1ª edição

1966 

Célebre Tradução de Bruno da Ponte e João Lopes Alves... (1º volume traduzido na realidade por Luiz Pacheco)...e que acabou mal!

Lisboa

Editorial 

Presença

2 volumes

278p + 287p







O caso do pé de página das "Deliciosas Sandes de merda..."

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7wROj0scGxo
retirado de

"O Crocodilo que Voa - entrevistas a Luiz Pacheco"  reprodução do blogue


Vende-se também esta edição em:

alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2012/10/o-crocodilo-que-voa-entrevistas-luiz.html

Sobre uma história no mundo da tradução :

"Estava então a escrever como negro e a traduzir o Dicionário Filosófico (de Voltaire) para a Presença, mas quem assinava a tradução era o Bruno da Ponte. Eu tinha de o fazer porque era a única fonte de dinheiro, e numa parte ele refere-se a um daqueles malucos profetas da Bíblia que faziam uma espécie de pão com excremento de vaca. Eu estava chateado e o que é que fiz? Escrevi: "Nota do tradutor: é o que chamariamos hoje deliciosas sandes de merda."(risos) Esqueci-me, e aquilo lá saiu em nota do tradutor, que era o Bruno da Ponte. Ele ficou um bocado magoado."

Mensagem para as novas gerações:

"Puta que os pariu!"

(Obrigado, Pacheco! Como um dos alvos desta tua mensagem também te mando para a puta que te pariu! Sei que não te ofendes...)

Pela vossa vida, leiam este livro! Cada vez que o abro encontro pérolas destas e estou mesmo no início. Nem imaginam a dificuldade que tive em escolher estas citações para vos mostrar já que, por mim, transcreveria o livro todo, sem problemas... Não referi nada aqui dos seus famosos insultos aos escritores da nossa praça, porque tinha tanto por onde escolher que nunca mais acabava isto. Mas é hilariante a maneira como ele ridiculariza génios que nós consideramos intocáveis como Vergílio Ferreira, José Saramago, António Lobo Antunes ou José Cardoso Pires...

É uma personalidade singular da nossa história e, segundo dizem, muito talentosa (eu nunca li nada dele mas estou curioso). O livro de entrevistas é hilariante e uma bela maneira de conhecer esta personagem que mais parece ficcionada do que real.

De referir ainda a bela introdução do organizador do livro, João Pedro George.

Deixo-vos o vídeo com a história das "sandes de merda".

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7wROj0scGxo


Peça de Coleção
Capa e miolo em excelente estado 
(cadernos do miolo por cortar)

Preço: 100€ 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
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domingo, 1 de junho de 2014

STUART / COMPIL. E ORGAN. NELSON DE BARROS ; PREF. JOSÉ JÚLIO MARQUES LEITÃO BARROS, 1962 1ª edição

STUART
1914-1966
COMPILAÇÃO  E ORGANIZAÇÃO NELSON DE BARROS
PREFÁCIO. JOSÉ JÚLIO MARQUES LEITÃO BARROS

Lisboa : Tempo, [D.L. 1962]
64p
Ilustrada
35x25 cm








Stuart Carvalhais o Desenhador de Bonecos Por: Osvaldo Macedo de Sousa

(Artigo publicado na Rev. Historia nº 29 Março 1981)
Vinte anos de esquecimento se passaram sobre a morte de Stuart Carvalhais e já poucos são os que se lembram dele. José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais foi um humorista transmontano que viveu Lisboa. O Stuart - como era conhecido - nasceu em Vila Real de Trás-os-Montes, a 7 de Março de 1887. Seus avós eram proprietários rurais do Alto Douro, e por via materna tinha ascendência numa família da alta nobreza escocesa - os Stuart Torrie. Seu pai, apesar de ter cursado engenharia agronómica, não quis fixar raízes, preferin¬do deambular de terra em terra e de profissão para profissão. Poucos meses após o nascimento de José Herculano, muda-se para Zalamea-la-Real (Espanha), seguindo depois para Alenquer, Montemor-o-Novo, Lisboa ... e com ele deambulará o jovem Stuart.
Em 1901, Stuart encontra-se já em Lisboa, onde frequenta várias escolas, completando assim a sua educação começa da em casa com professores particulares, à qual se tinham seguido dois anos no Liceu de Évo¬ra. Até que nível chegaram os seus estudos é impossível precisar. Por volta de 1905 entra para o estúdio do mestre Jorge Colaço, onde inicia a sua aprendizagem artística como pintor de azulejos, podendo ao mesmo tempo seguir a criação artística de caricaturista e de ilustrador do mestre. Jorge Colaço não só lhe abriu perspectivas estilísticas c conceptuais no campo da caricatura, com também o lançou nos jornais.
A partir de 1906 começam a aparece trabalhos de Stuart no Suplemento Cómico do Século. Será aqui, e nestes primeiro tempos, que ele abrirá novas perspectivas em Portugal na banda desenhada para crianças. Após várias experiências de interesse entre 1909 a 1911, será de 1914 a 1922, depois menos intensivamente mas com mesmo interesse, que, com as histórias ( «Quim e Manecas», «Manecas e João Manuel». «Cocó, Reineta e Facada» e outras histórias, Stuart imporá a história ilustrada para crianças na imprensa diária ou semanal. Stuart não foi só um introdutor, mas um inovador técnico.
A partir de 1911, Portugal vive um intenso movimento artístico - a introdução do modernismo. Stuart está na primeira linha da vanguarda e, como português, Pa era o seu sonho ... Em 1913, de maneira imprevista (como era o próprio Stuart) encontramo-lo perdido entre a massa de artistas de Montmartre.
Foi para Paris como um artista desconhecido, e regressa passado um ano como cartoonista famoso. Em poucos meses, Stuart conseguirá vencer no difícil meio parisien¬e, mas, como a estabilidade, o compromisso e as responsabilidades o incomodavam, acaba por recusar a fama internacional e fugir a um processo judicial por quebra de contrato de exclusividade com um dos maiores jornais humorísticos da época, o  «Ruy Blas», onde chegou a ser um dos principais artistas.
Regressou definitivamente a Lisboa. Mal chegou, e também de um modo imprevisto, casou-se e tem um filho (1914-15). Um casamento desigual e estranho.

Stuart regressou para a mediocridade do seu país. De Paris trouxera a saudade, a frustração, a revolta contra si próprio. Tinha perdido a oportunidade e as condições de «criar» ao seu nível, de ganhar confiança em si mesmo. Tinha recusado a ocasião de ser o pintor que sonhara ser. Em Portugal, a desilusão, a falta de oportunidades, a necessidade de sobrevivência, o vício, o álcool e as mulheres fizeram com que o sonho se tornasse irrealizável e Stuart «não passou de um desenhador de bonecos».
A vida de Stuart nos anos 20, 30, 40 e 50 transforma-se na fuga à família e às responsabilidades, na fuga de si próprio. Foram a frustração, o vício e o excesso de trabalho para os jornais como caricaturista e cartoo¬nista; para livros, revistas e partituras de música, como ilustrador; como cenógrafo e figurinista para o teatro de revista; como decorador para a Feira Popular ... Este trabalho será galardoado com vários prémios internacionais e um do SNl, o que não impediu que a insatisfação fosse o sentimento dominante de Stuart, e que os críticos e historiadores de arte se esquecessem da sua obra. Stuart viria a morrer com um ataque cardíaco no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a 3 de Março de 1961. Faz agora 20 anos.
O que terá tornado Stuart num artista a não esquecer? 

Talvez que, ao se ler o que atrás foi dito, se pense que nada fez e que muito poderia ter feito. Talvez este pensamento esteja cor¬recto, principalmente depois de se conhecerem as suas potencialidades inaproveitadas, o seu génio, do qual ele nos deixou apenas uma sombra.
«Stuart tinha demasiado lá dentro», diz-nos Semke, e esta frase leva-nos a descobrir o mundo interior de Stuart. Tinha imensas potencialidades, frustradas por um espírito sem a mínima confiança em si, e por um mundo artístico para o qual não estava preparado. O meio das artes em Portugal, dominado pela concorrência, pela mesquinhez, pelo mal-estar entre os artistas, era-lhe adverso. Stuart, o mãos-largas, o homem que nunca se zangou com amigos, sempre pronto a ajudar toda a gente, não se sentia bem no meio artístico
A sua vida familiar foi também uma frustração, já que o seu espírito nada tinha em comum com o dos seus pais nem com o da sua mulher. Os amigos eram muitos ao balcão da taberna, mas raros no seu coração. Stuart, para além da falta de confiança, não teve o estímulo nem o apoio de que necessi¬tava. Em breve se foi afundando no álcool, de onde foi impossível tirá-lo.
Como se poderá falar das suas potencialidades escondidas, se aparentemente o que fez foi nulo? Teremos que destrinçar, de entre as milhentas obras de ocasião ou com o simples intuito de ganhar dinheiro, as obras de grande qualidade - e que não são poucas.
Após um período de tendência modernista, em que foi director de jornais de vanguarda humorística como «Sátira» e «ABC a Rir», sofre um certo retrocesso estilistico, para se concentrar na pesquisa de um traço novo, inconfundível no qual vem a «retratar» a Lisboa antiga e o seu povo. Foi neste traço, tão característico, que ficaram grava¬das para sempre as belas pernas das varinas, das costureirinhas, das bonitas raparigas, e também os bêbados, os gatos matreiros, os «cães vadios» e suas prostitutas, os ardinas - enfim, Lisboa. Stuart fixou para sempre a cidade antiga que ia desaparecendo para dar lugar à Lisboa «cosmopolita» dos nossos dias. Ninguém como ele soube conhecer e retratar através do desenho a cidade e o seu povo.
Desperdiçou-se no «boneco» para o jornal diário, gastou-se no humorismo, do dia-a-dia, no desenho de improviso, mas mesmo essa obra deverá ser reconhecida no seu valor de análise psicológica e social. Stuart não foi um pintor de telas - como em parte gostaria ter sido -, nem de encomendas ofi¬ciais. Não foi um pintor ao serviço da burguesia, nem um artista da cor. Ele foi o mestre do preto e branco, o branco da folha de papel, e o preto da tinta da china, do lápis, do carvão, do pau de fósforo, da borra do café, da cinza, da graxa ...
A sua obra merece um outro tratamento não o esqueçamos! '
Será mesmo que faz 20 anos..(Agora são 50 anos) que Stuart Carvalhais «morreu»?

Miolo em Excelente estado. Capa um pouco suja

Preço: 70€ 

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Stuart e os seus bonecos. Lisboa: SPECIL. [s.d., 1962] 1º edição

Stuart e os seus bonecos

Lisboa

SPECIL

Edição Armando Pauloro

[s.d., 1962]

1º edição

Prefácio Aquilino Ribeiro

Coleção: Bom humor de algibeira, 8

17 x12 cm

176+2

ilustrado






   "Malempregado Stuart! Num meio sem carácter, com diminutíssima cultura, sem um estratificado social apreciador da beleza artística, não podia encontrar, já não digo galardão, mas incentivo condigno, o seu lápis tão singular, filho de uma genialidade nata. Dir-me-ão que esteve em Paris e não lançou raízes. É certo. Mas por um ou outro jornal, o Rire, o Sourire, aAssiette au beurre, deixou espalhadas algumas centelhas da sua verve maravilhosa. Não perdurou ali, porquê? Não é difícil explicar o  malogro, se malogro é, à face da sua psique, pessoa aparentemente humilde e dotada de uma altivez ibérica indomável, dominada por um certo não-te-rales de temperamento que apenas se prevalece da escudela e da tarimba, possuída de enjoo manifesto pela cortesania: "o tenha a bondade... faz-me um grande favor"... tudo uma forma ralaça de ser lusitano à beira dostruggle-for-life que campeia na Europa para lá dos Pirinéus. Mas o lugar dele era lá, na fileira dos Gavarni, Caran d'Ache, Daumier, Forain, Leal da Câmara. Como eles, superava no poder de observação com aquele seu olhinho azul, meio de felino, meio de dentirrostro, depois na arte de traduzi-la em linhas e dar-lhe uma legenda. Esta era como uma lançada – a estocada do diestro orlada de sangue vivo – num facto, numa anedota, num homem ou grupo de homens, borra-botas ou de alto coturno. A legenda, para esses, era como um relâmpago a iluminar a montanha do Sinai. Era um segredo do ofício; negócio de Hermes e do Espírito Santo; as suas aplicações ao quotidiano, um dos grandes dons de Stuart ."

Aquilino Ribeiro (1885-1963), prefácio ao livro póstumo Stuart e os Seus Bonecos (1962).

Excelente estado. Capa e miolo em excelente estado, embora um pouco suja

Preço: 35€ 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
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terça-feira, 11 de março de 2014

Serigrafia 35X25 cm de Alberto Pimenta 13/200 e Catálogo da Exposição Registos de Viver(s) na Galeria PERVE 13/45 assinado pelo autor e pelo curador da exposição Carlos Cabral Nunes

Alberto Pimenta


Sem título, técnica mista s/papel,31X24 cm,1963.Serigrafia 13/200, assinada pelo autor de uma obra de Alberto Pimenta que figurou na exposição colectiva de 1963 em Heidelberg, Alemanha.Coleção Adelina Novais


e,


Catálogo de tiragem especial de 45 exemplares   (nº 13/45) da Exposição Registos de Viver(s) na Galeria PERVE,assinado pelo autor e pelo curador da exposição Carlos Cabral Nunes.

O catálogo incluiu o CD com 
1) A vida e a obra ( Performance do autor - 2013)
2) Leitura Perfomática de Poemas - Fernando Aguiar
3) Aquashow - Rui Zink


Exposição Registos de Viver(s), Lisboa, Galeria Perve - Casa da Liberdade - Mário Cesariny


21 de Janeiro a 1 de Março de 2014









Obra e catálogo novos e cuidados

Preço:  200€

Não se vendem os exemplares isoladamente

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Coleção "Teatro no Bolso" Contraponto de Luiz Pacheco. 1ª e 1ª e 2ª variação da 2ª edição da peça de teatro de Almeida Garrett - Falar Verdade a Mentir. 1ª e 2ª edição 1961

Almeida Garrett

Falar Verdade a Mentir

[1961]

Coleção "Teatro no Bolso", nº 13

Editora Contraponto [Luiz Pacheco]

1ª edição e 1ª  e 2ª variações da 2ª edição ambas de 1961





Estas edições do mesmo ano terão sido inicialmente impressos para vender durante a representação do TPL Teatro Popular de Lisboa, com estreia em 11 de Março de 1961, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, com encenação de Pedro Bom e apresentação cenográfica de Mário Alberto.

Numa edição de capa idêntica essa primeira tiragem apresentava as personagens com os actores:

Brás Ferreira - Carlos Costa
Amália - Feranda Alves
Duarte Guedes - Alexandre Vieira
O General Lemos - António Anjos
Joaquina - Maria José
José Félix - Ruy Mendes
Um lacaio - Victor Ribeiro

Tendo provavelmente sobrado capas, foi reimpresso o miolo para uma 2ª edição, tendo resultado 2 edições com uma 1ª e 2ª variação nas capas, para ser vendido a assinantes e porta-a-porta por todo o país, ou acompanhando a digressão da companhia ou por rotina de Luiz Pacheco e Cacilda Becker.

As obras em venda conjunta representam a 1ª edição e 2ª edição - 1ª e 2ªs variações ( todas de 1961)










Colecção Teatro no Bolso

Em 1956 divulga os primeiros números da Colecção Teatro no Bolso, em pequeno formato, que acompanhavam o mundo teatral em Lisboa.

Cada volume era vendido a 10 escudos nas livrarias e 5 escudos à porta dos teatros. Em promoção especial, séries de três números pela módica quantia de 15 escudos.

Os volumes avulsos custavam 6 escudos. Juntamente com Cacilda Becker, em 1959, percorre o país vendendo estas pequenas publicações com autores consagrados, como por exemplo: Henrik Ibsen; Molière; Alfonso Castelao; Luigi Pirandello; Marquês de Sade; Almeida Garrett; Camilo Castelo Branco; Guillaume Appolinaire; entre outros. Em paralelo, a Companhia do "Teatro de Sempre" também publicava peças de ilustres autores, que facultaram algumas traduções a Luiz Pacheco (funcionário da Inspecção dos espectáculos). Esta Companhia pertencia ao Teatro Avenida de Lisboa, sob a direcção artística de Gino Saviotti e colaboração de Laura Alves e Giuseppe Bastos.



Livros em bom estado com capas limpas e miolo com marcas de humidade
todos em bom estado.
Uma das varições tem etiqueta e carimbo de rosto da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian

Preço da obra conjunta (3 exemplares): 

60€ 

Não se vendem os exemplares isoladamente

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Paulo José Miranda - O Mal. Livros Cotovia & Fundação Oriente, 1ª edição, 2002

Paulo José Miranda

O Mal

Livros Cotovia & Fundação Oriente

Série Oriental Viagens

1ª edição de 1500 exemplares

2002

107p.




Prémio de Poesia Teixeira de Pascoais, 1997
1º Prémio José Saramago, 1999

Paulo José Miranda
O Poeta e escritor que perdeu a pátria!

O único jovem romancista português que Herberto Hélder conseguia ler.





VT do mesmo autor:
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/trilogia-de-paulo-jose-miranda-1s.html
e
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/paulo-jose-miranda-o-corpo-de-helena-1.html

Livro marcante de um autor português da jovem geração
Excelente estado. capa e miolo novos

Preço: 36€ 

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Paulo José Miranda - O Corpo de Helena. 1ª edição, 1998, Livros Cotovia

Paulo José Miranda

O Corpo de Helena

(Teatro)

Livros Cotovia

Grafismo João Botelho

1ª edição de 750 exemplares

1998

49 p.




Prémio de Poesia Teixeira de Pascoais, 1997
1º Prémio José Saramago, 1999

Paulo José Miranda
O Poeta e escritor que perdeu a pátria!

O único jovem romancista português que Herberto Hélder conseguia ler.



O único jovem romancista português que Herberto Hélder conseguia ler



VT do mesmo autor:
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/trilogia-de-paulo-jose-miranda-1s.html
e
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/paulo-jose-miranda-o-corpo-de-helena-1.html


Livro marcante de um autor português da jovem geração
Excelente estado. capa e miolo novos

Preço: 36€ 

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Trilogia de Paulo José Miranda - 1ªs edições - Um Prego no coração (1997), Natureza Morta (1998), Vício (2001) Edições Livros Cotovia

Paulo José Miranda


Um prego no Coração

(Ficção)

Livros Cotovia

Coleção Três razões

1ª edição

1997

78 p


Natureza Morta

(Ficção)

Livros Cotovia

Coleção Três razões

1ª edição

1998

133 p


Vício

(Ficção)

Livros Cotovia

Coleção Três razões

1ª edição

2001

118 p



Prémio de Poesia Teixeira de Pascoais, 1997
1º Prémio José Saramago, 1999

Paulo José Miranda
O Poeta e escritor que perdeu a pátria!

O único jovem romancista português que Herberto Hélder conseguia ler.





José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Herberto Helder disse que ele era «o único jovem romancista português que conseguia ler». De escritor-promessa da geração de 1990 a persona non grata do meio literário português, eis Paulo José Miranda. Um ilustre desconhecido, agora a viver no Brasil.



O escritor que perdeu a pátria

O escritor que perdeu a pátria

por Joana Emídio Marques Fotografia de Euricles Macedo, no Brasil
José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Herberto Helder disse que ele era «o único jovem romancista português que conseguia ler». De escritor-promessa da geração de 1990 a persona non grata do meio literário português, eis Paulo José Miranda. Um ilustre desconhecido, agora a viver no Brasil.
Não há quem não conheça os nomes de José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares ou João Tordo. Mas poucos, muito poucos, registaram, recordam ou conhecem o nome de Paulo José Miranda e da sua pequena obra-prima, Natureza Morta, que em 1999 foi distinguida com o primeiro prémio literário José Saramago. O que aconteceu então a este poeta e prosador que um dia foi considerado o maior valor da sua geração, o herdeiro de Saramago e Herberto Helder, que hoje não encontra editora para os seus livros? Treze anos depois de ter recebido o prémio com o nome do Nobel, Paulo José Miranda fala pela primeira vez à imprensa.
De dois em dois anos, no outono, quando Pilar del Río anuncia o Prémio Saramago, há sempre alguém que pergunta «o que é feito de Paulo José Miranda?», e há sempre alguém que responde: «Foi para a Turquia, gastou todo o dinheiro em vinhos caros e ficou por lá.» Como não há mais pormenores, a conversa morre aqui e a lenda compõe-se com os detalhes que a imaginação de cada um permite.
Porém, a realidade é outra, e se Paulo José Miranda (P.J.M.) está mais perto do que se supunha, a sua história é mais fascinante do que qualquer ficção que sobre ele se tenha inventado.
Naquele dia de outubro de 1999, P.J.M. estava com a namorada num festival de cinema no Sul da Turquia quando teve uma súbita vontade de conversar com a mãe, com quem não falava há sete meses. Como não tinha dinheiro andou a pedir moedas numa estação rodoviária para ligar de um telefone público. A mãe avisou logo que «andava muita gente atrás dele», mas que só o seu editor, André Jorge, da Cotovia, poderia explicar-lhe a razão. A conversa com a mãe acabou-lhe com as moedas e P.J.M. teve de voltar a apelar à simpatia dos outros viajantes para conseguir ligar de novo para Portugal.
«Está sentado?», perguntou-lhe André Jorge, antes de lhe contar que Saramago e Pilar del Río também andavam à procura dele para lhe anunciarem que tinha ganho a primeira edição do prémio literário. «Andavam todos à minha procura e eu no Sul da Turquia, incontactável durante meses», recorda Paulo numa voz grave mas acolhedora, com um subtil sotaque brasileiro, fruto dos sete anos que já leva de vida no Brasil.
«Compraram-me uma passagem para ir a Portugal receber o prémio. Fiquei poucos dias em Lisboa, conversei vagamente com Saramago. Falei mais com a Pilar. De resto, fazia um ano que ele tinha ganho o Nobel e era ele o centro das atenções. Ninguém me ligou nenhuma. Não dei uma entrevista sequer. Voltei para Istambul e a única diferença foi que trazia mais dinheiro.»
A forma como o escritor gastou o valor do prémio é sem dúvida menos superficial do que a traçada na lenda. Nada de vinhos caros. Com o dinheiro do prémio comprou uma câmara de filmar à namorada, a multipremiada realizadora turca Pelin Esmer que na altura dava os primeiros passos como cineasta. «Com essa câmara ela filmou o seu primeiro documentário com o qual venceu o prémio de melhor documentarista revelação no festival de cinema de Tribeca [Nova Iorque], em 2006», revela P.J.M.
E se hoje Pelin Esmer é uma conceituada realizadora cujos filmes têm na história o nome de Saramago, Paulo José Miranda é um ilustre desconhecido. Afinal abandonou a Turquia, vive há sete anos no Brasil e como todos os que têm o vício da imaginação e o génio da palavra escreve compulsivamente. Poesia, romances, ensaios, que aguardam ver a luz do dia.
Emigrante ilegal e, até há dois meses, totalmente indocumentado (a validade do passaporte expirou em 2005, pouco depois de chegar ao Brasil, e o bilhete de identidade tinha caducado em 1997), P.J.M. sobrevive dando ocasionalmente algumas aulas particulares de música. Viveu no Rio de Janeiro, São Paulo e agora em Curitiba. Apesar das precariedades do quotidiano, voltar a Portugal é algo que o «aterroriza».
O poeta mexicano Octávio Paz escreveu sobre Fernando Pessoa: «Não há revolta na sua vida. Apenas uma mágoa parecida com desdém.» Esta frase também podia tê-la escrito sobre Paulo José Miranda.
Hoje em dia os seus livros só se encontram em alfarrabistas ou na Feira da Ladra. Trocam-se como pequenas preciosidades entre os seus admiradores. E não são poucas as obras que publicou entre 1998 e 2008. Estreou-se com o romance Um Prego no Coração (faz parte da trilogia que inclui O Vício e Natureza Morta). No mesmo ano, lança uma das mais belas e inesquecíveis peças da nova dramaturgia portuguesa, O Corpo de Helena, em que recupera a voz do herói mítico Agamémnon, e um livro de poesia, A Arma no Rosto. Nos anos seguintes lançou outra obra poética, O Mal, e aforismos sob o título América.
Só em 2011 volta a editar um romance, Com o Corpo Todo. Passou anos a enviá-lo sem sucesso para chancelas e responsáveis editoriais portuguesas até conseguir ser aceite pela Ulisseia (grupo Babel). O livro chegou às livrarias no mês de julho e passou praticamente despercebido. O escritor que fora a promessa dos anos 1990 não parecia interessar ninguém ou quase.
Como se falasse de uma coisa que só vagamente lhe interessa ou lhe pertence, P.J.M. explica que no mês em que o livro saiu o editor deixou a Ulisseia. «Não houve qualquer promoção, não recebi sequer os exemplares a que tinha direito, não sei nada sobre o percurso da obra. Vendeu muito? Vendeu pouco? Nunca me disseram nada.»
O poeta perdido no Brasil
Se há um galardão que, na última década, tem servido para alavancar a carreira de vários escritores e garantir a internacionalização da sua obra é o Prémio José Saramago. Mas Paulo José Miranda é o único que não pode contar essa história. Não consegue editar os seus livros e diz que é ostensivamente ignorado pelos media portugueses.
«Para mim, Paulo José Miranda é o melhor escritor de todos os que receberam o Prémio Saramago», afirma Vasco Luís Curado, um dos novíssimos autores e finalista do Prémio Leya. «As narrativas dele têm uma carga e uma intenção poética, quer ao nível da ação quer da linguagem, que o tornam incomparável. Nada ali é gratuito ou para entreter.»
Com o Corpo Todo é um romance violento, sem concessões. A angústia das narrativas que escreveu nos anos 1990 converte-se em dureza. A poesia está lá mas muda de tom. A realidade continua a ser algo de inacessível às personagens e aos leitores, mas é como se P.J.M. tivesse desistido da ideia de redenção e tivesse assumido que o desterro é a condição do humano.
«Admiro muito a coragem de P.J.M. ter conseguido transformar tão radicalmente a sua escrita», diz ainda Vasco Luís Curado. «A maior parte dos escritores não tem essa coragem e fica a tentar repetir-se, para continuar a agradar a editores e leitores ou porque não sabe fazer mais.»
«Eu escrevo. É isso que eu faço», afirma P.J.M. com a tranquilidade de uma evidência. «Não escrevo aquilo que os editores querem publicar, não escrevo para as massas. Além disso estou longe. Estou fora do circuito. Sempre estive.»
«Conheci o Paulo quando ele foi meu aluno no curso de Filosofia», conta António de Castro Caeiro, professor de Filosofia e Grego na Universidade Nova de Lisboa, melhor amigo do escritor. «Apesar de ser um aluno brilhante ele não é um filósofo, é um poeta. Não só no que escreve mas também no que é. No nosso meio de amigos ele é conhecido como "o poeta".»
Este desligamento de P.J.M. aos constrangimentos do quotidiano e as circunstâncias difíceis da sua vida são contados por Caeiro com um encolher de ombros e um sorriso. «Ele é mesmo assim. É um poeta.»
«Quando o visitei no Brasil ele raramente saía de casa. Não tinha documentos. Mal tinha dinheiro para comer. Apenas escrevia. Fui eu e um amigo que o levámos a conhecer a cidade onde ele vivia», diz com uma gargalhada. «Ele é mesmo assim. É mesmo um poeta», repete, como se estas palavras fossem o retrato mais preciso de P.J.M.
Paulo José Miranda nasceu em Lisboa em 1965, cresceu em Paio Pires, no Seixal. Começou por estudar música. Foi aluno do Hot Club e teve uma banda punk. Toca todos os instrumentos mas a sua especialidade é a guitarra-baixo. «A música foi a minha vida até perceber que não seria tão bom como queria», recorda. «Quando percebi isso, deixei-a para trás.»
Tinha 27 anos quando decidiu mudar de vida, 30 quando escreveu o primeiro livro, 34 quando recebeu o Prémio Saramago. Mas nunca saiu da penumbra, embora não tenha passado despercebido num certo meio literário lisboeta que se reunia todas as tarde numa leitaria das Escadinhas do Duque e onde paravam, entre outros, os poetas António Cabrita e Herberto Helder. Nunca deu uma entrevista. Nunca escreveu crónicas em jornais nem apareceu em programas de televisão. Porquê? «Porque nunca me convidaram», responde com alguma indiferença.
Quase anónimo, quase celebridade, P.J.M. regressou a Portugal em 2003 depois da rutura com a cineasta Pelin Esmer e com o seu editor de sempre André Jorge (Cotovia). Continuou a escrever compulsivamente. Mas para ele tal como para as personagens que foi criando a morte torna-se, por vezes, um lugar demasiado atraente. Sobre estes tempos sombrios P.J.M. diz apenas: «Por vezes é preciso morrer para ver melhor. Morrer para renascer.»
Agora em Curitiba escreve, reescreve, toca, reinventa-se. Por necessidade, por fatalidade. Áurea, a nova companheira, é advogada e ajudou-o a tratar da documentação. «Agora até já tenho o Cartão de Cidadão», diz, rindo.
Numa estranha coincidência, quando a Notícias Magazine preparava esta entrevista, Paulo recebeu a proposta editorial mais prometedora dos últimos anos: Gonçalo Bulhosa, da editora Oficina do Livro, queria editar não só os seus novos romances como reeditar toda a obra anterior. Filhas, que chegou às livrarias no início de julho, é o romance que promete abrir a nova fase da vida de Paulo José Miranda e, quem sabe, colocá-lo definitivamente nas rotas literárias dos portugueses, porque afinal, como ele próprio escreveu um dia, «só sofremos de amor e de uma obra por cumprir».


Trilogia marcante de um autor português da jovem geração
3 obras em excelente estado ( novos)


VT do mesmo autor:
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/trilogia-de-paulo-jose-miranda-1s.html
e
http://alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2014/02/paulo-jose-miranda-o-corpo-de-helena-1.html

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