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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Antologia da Poesia Erótica e Satírica - 1ª Edição com ilustrações de Cruzeiro Seixas

Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notasilust. do pintor Cruzeiro Seixas

badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]

Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)

1.ª edição

19,2 cm x 12,6 cm

552 págs. + 6 folhas em extratexto







Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e Sem as ilustrações do pintor Cruzeiro Seixas

Badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

Rio de Janeiro  s.d. [Lisboa, 1965]

Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)

1.ª edição ( clandestina editada no Rio de Janeiro depois da proibição da obra em Portugal?

19,2 cm x 12,6 cm

552 págs. + 6 folhas em extratexto






Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notasilust. do pintor Cruzeiro Seixasbadanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

Lisboa: Antígona e Frenesi, 3ª Edição, 1999. 485 p.

2.ª edição da obra em comemoração do 20º aniversário da publicação



3º Exemplar - Edição de 1999 da Antígona em colaboração com a Frenesi - 

Muito bom estado de conservação



Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica (dos cancioneiros medievais à actualidade) / sel., pref. e notas Natália Correia
il. Cruzeiro Seixas. ~
4ª ed. - Lisboa : Ponto de Fuga, 2019
 559 p. : il. ; 243 cm.
ISBN 978-989-8881-15-1




4º Exemplar - Edição de 2019 da Ponto de Fuga - 

Muito bom estado de conservação


Peças de Coleção
Dois exemplares disponíveis
Primeiro exemplar Impresso sobre papel superior miolo irrepreensível, por abrir
Segundo exemplar disponível encadernado com impressão na lombada a ouro
Capa foi retirada e volume aparado


Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

Citado do Observador http://observador.pt/especiais/ha-50-anos-a-indecencia-de-natalia-correia-libertou-nos/

"Segundo o relato do Diário de Lisboa de 21 de Março desse ano, acabaram condenados, no julgamento que terminou a 21 de Março de 1970, Natália Correia, o editor Fernando Ribeiro de Mello, a 90 dias de prisão correccional, substituíveis por igual tempo de multa a 50$00 por dia e mais 15 dias de multa à mesma taxa. Também foram distribuídas penas de 45 dias de prisão – substituíveis por multas — para os escritores Luiz Pacheco (que foi dispensado de pagar por causa da sua situação económica), Mário Cesariny de Vasconcelos, José Carlos Ary dos Santos e Ernesto de Melo e Castro. As penas de Natália, Cesariny, Ary dos Santos e Melo e Castro foram suspensas pelo período de três anos. Os livros apreendidos foram declarados perdidos a favor do Estado para serem destruídos.
A terceira edição da “Antologia” surgiu em 1999 com o selo de uma associação entre a Antígona e a Frenesi, quando as editoras cumpriam 20 anos de existência. Luís de Oliveira e Paulo da Costa Domingos justificam-se: “Dois editores, a contrapelo de quem antes e de quem depois tentou disfarçar a festa do corpo, selam, aqui e em público, a sua inabalável amizade, dando, pois, expressão física a um tão forte conjunto de poemas eróticos e satíricos”. O livro fecha com espírito anárquico, apelando ao prazer: “Os editores dedicam o esforço posto nesta edição aos leitores que fazem do erotismo prática viva e satirizam os costumes e a ordem”. Uma dedicatória à altura de Natália."


1ª Edição, 1965
 200€
1ª Edição Encadernada,1965
120€

2ª Edição Clandestina - Rio de Janeiro, 1965
120€

3ª Edição da Antígona, 1999
 85€

4ª Edição 
Ponto de Fuga: 2019
60€

Comprados em conjunto: 500€
com portes registados para Portugal Continental e ilhas
+ 10€ para correio registado internacional
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A Filosofia na Alcova, 1ª e 2ª Edições seguida da Obra de Anibal Fernandes Portugal em Sade, Sade em Portugal

Marquês de Sade
A Filosofia na Alcova

Lisboa: Afrodite, 1966, 215 pag.
Coleção Afrodite
Tradução Hélder Henrique
Prefácios de David Mourão-Ferreira e Luís Pacheco
Ilustrações e capa de João Rodrigues
Editor Fernando Ribeiro de Mello


"1966, Lisboa. Salazar contra o Marquês de Sade em tribunal. Réus: uma mão cheia de colaboradores da primeira edição portuguesa de "A Filosofia na Alcova". Resultado: quatro condenações inapeláveis e um suicídio do pintor João Rodrigues. Meio século após o termo do primeiro processo por “abuso de liberdade de imprensa” movido e levado a cabo contra um editor pela publicação de um livro durante o Estado Novo, este volume procura, ao mesmo tempo, lembrar e contar essa acção judicial, e recuperar o texto de Aníbal Fernandes, o único que, passados mais de vinte anos, recordou o processo e o julgamento, numa altura em que o editor Fernando Ribeiro de Mello e as edições Afrodite estavam já quase completamente esquecidos. De Paris — onde Jean-Jacques Pauvert publicara em 1953 a edição de "La Philosophie Dans le Boudoir" de Sade cujo exemplar guardado em casa do pintor Cruzeiro Seixas chegará, 12 anos depois, às mãos do incipiente editor Ribeiro de Mello — a Bissau — onde em 1970 arderão os últimos exemplares que tinham escapado à punição do fogo pelas autoridades portuguesas — esta história passa ainda por Luanda (onde se congemina uma raríssima homenagem ao divino marquês nas páginas do suplemento literário do diário ABC) antes de se desenrolar em Lisboa entre o Verão de 1966 e o Inverno de 1967, no ritmo irregular desse tribunal "sui generis" que era o Plenário da Boa Hora." cit de Wook








AVISO
AOS EX.mos LIVREIROS
Tratando-se de uma obra cujo
significado cultural só pode ser
devidamente apreendido por pes-
soas de sólida e amadurecida for-
mação, roga-se aos Exmos Livreiros
o maior cuidado na venda deste
livro, de modo que ela seja rigoro-
samente interdita a menores.
 E
 mais se pede: que igualmente trans-
mitam esta recomendação a todas
as pessoas que adquiram a obra.

      O EDITOR


seguido de

Marquês de Sade

Donatien Alphonse François de Sade
A Filosofia na Alcova 

seguido de Posfácio A 1ª Edição portuguesa ou Sade e o Tribunal Plenário de Lisboa

Lisboa: Afrodite, [1975], 396 pag.
Coleção Afrodite
Tradução Manuel João Gomes
Ilustrações e capa de Martin Avillez
Editor Fernando Ribeiro de Mello





Aníbal Fernandes

Pedro Piedade Marques
Portugal em Sade / Sade em Portugal

Seguido de O "Affaire Sade" de Lisboa
Lisboa: Montag, Novembro MMXVII, 236 p.
Ilustrado

Valorizado pela assinatura do autor




"Certo é, porém, que o processo (junto ao que ainda corria contra a 'Antologia') deu a esses réus um prestígio inegável entre o meio oposicionista, em particular a Pacheco e a Ribeiro de Mello. Mais tarde, numa entrada de diário, aquele reconhecerá que ambos os processos 'iriam pôr-me, à vista do público, como escriba muito mais perseguido e causticado que os tipinhos da tertúlia [de José Gomes Ferreira] (…) afinal, era o maluco do editor dos surrealistas que se mostrava perigoso para o regime'. Como seria de esperar, à tertúlia de café que juntava José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira, Alexandre Pinheiro Torres, Augusto Abelaira, João José Cochofel e outros, o caso Sade não escapará como assunto, mas não será Pacheco o alvo e sim Herberto, como se lê na entrada de 20 de Julho de 1968 do diário então secreto do poeta: 'corre que a atitude de Herberto Helder, durante o julgamento por abuso de liberdade de imprensa do editor de um livro de Sade, não foi irrepreensível', ao que, aos olhos de Gomes Ferreira, se juntava a grave recusa de Herberto em assinar um 'débil protesto contra a dissolução da Sociedade Portuguesa de Escritores (…) para não perder o emprego na Emissora — diz-se para aí nos cafés' (ou seja, o mesmo motivo que poderá ter levado Herberto a recusar-se a fazer e a assinar a tradução do Sade)."
PORTUGAL EM SADE, SADE EM PORTUGAL (pp.133-134)
http://www.montag.com.pt/portugalsade.html


Peças de Coleção
Capas, miolo e ilustrações em excelente estado sem humidade

Preço 1ª Edição: 100€ 

Preço 2ª Edição: 75€ 

Preço Edição Portugal em Sade: 35€ 


Compradas em conjunto: 180€ 


com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com



domingo, 28 de outubro de 2012

ÚLTIMO RELATÓRIO SOBRE A SITUAÇÃO GERAL DO PAÍS DO EX-MINISTÉRIO DO INTERIOR PARA A PIDE/DGS . Fernando Ribeiro de Mello Edições Afrodite 1974


Fernando Ribeiro de Mello 
Edições Afrodite 
2ª edição
1974
72p



NOTA PRÉVIA OU LÁPIS VERMELHO
(Fernando Madureira)

...para nós portugueses- digo eu- só agora acabou a última guerra mundial. Exactamente. Como o séc. XX começou ... aí por 1918. Se isto afirmo, deve-se ao facto de que em Portugal subsistia ainda uma organização ... que fora montada pela GESTAPO: a PIDE/DGS - congénere à portuguesa.

...O documento que agora se publica é o sumáro de todos os ´delitos caçados`por todas as organizações policiais durante o período de 6 a 13 de Abril (1974). Deu entrada na PIDE/DGS a 24 de Abril e. portanto, deve ter sido o último. Corresponde a um documento de rotina, obrigatoriamente do Ministério do Interior, e dele se encarregava o chefe do gabinete, Duarte Guedes Vaz.
.....
O processo está aberto, mas a PIDE/DGS ainda não acabou...

Fernando Madureira (extractos da Nota Prévia)


NOTA: obviamente que o corte dos nomes mencionados nos documentos confidenciais é da nossa
responsabilidade (AFRODITE).

A Fernando Madureira agradece-se o ter facultado para publicação o documento que constitui a presente edição.








Sobre a Editora e o Editor Fernando Ribeiro de Mello


Porquê Afrodite?

"...nasceu, de facto, a editora frágil e quase inexistente, sem capitais nem sede, que iria escolher para seu nome uma deusa caucionada pela cultura grega mas que a autoridade não deixaria, mais tarde, de legalizar.
- Porquê? – quero saber trinta anos depois e pergunto-o a esse editor (Fernando Ribeiro de Mello com dois éles), nós sentados na Brasileira-esplanada e a dois passos de um contabilista imóvel que alguma coisa, de censuras, também chegara a saber.
- Porque Afrodite era um nome erótico, diziam-me nada próprio para baptizar com ele uma editora.
- Editora quase clandestina – reparo eu – baptizada com um nome que não entrava nas possibilidades ditadas pelo regime e que conseguia, assim mesmo, publicar.
- Três ou quatro títulos por ano, de acordo com a lei. Ultrapassar esse número estabelecido para uma não-editora-a-sério, hostilizar por esse lado uma brandura legislativa de um país que guerreava livros, seria pretexto para uma proibição absoluta e formal. Tinha, pois, de ser assim: quase inexistente e larvar."


Livro muito raro, em razoável estado de conservação e com 72 páginas e diversas fotografias e inúmeros documentos originais da PIDE/DGS reproduzidos

Estado razoável, manuseado, com uma página descolada
Preço: 27€ + portes

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net

3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental