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sábado, 26 de outubro de 2024

António Cândido Franco

O Triângulo Mágico - Uma biografia de Mário Cesariny
Lisboa: Quetzal Editores, 2019. 1ª Ed.508 p.

Design Capa Rui Rodrigues. 

Foto capa e lombada Eduardo Tomé





Concebido como um “retrato vivo de uma das maiores vozes da poesia portuguesa”, o livro intitulado O Triângulo Mágico – Uma Biografia de Mário Cesariny é uma obra essencial para todos os admiradores do principal representante do surrealismo português.

Através da análise da vida e obra, assim como o passado e futuro do artista português (que nasceu em Lisboa a 09 de Agosto de 1923, de pai beirão, negociante de jóias, e mãe castelhana, professora de francês), o autor da biografia António Cândido Franco reuniu também algumas “revelações inéditas” sobre o poeta e pintor, além de apresentar um grande conjunto de informação adicional.

“Nunca teve medo da liberdade e deu de barato qualquer verniz para se apresentar aos seus contemporâneos. A vida de Cesariny tem desta forma um traço mágico. É uma vida exemplar no seu timbre de revolta, de resistência, de luta assanhada contra um meio mesquinho”, escreve António Cândido Franco, autor de O Triângulo Mágico – Uma Biografia de Mário Cesariny, a nova biografia que chegou às livrarias.

Tal como Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, ele fez parte de uma geração e de uma época em que os poetas e escritores abdicavam da sua biografia por causa da censura, Mário Cesariny de Vasconcelos desde muito cedo lutou para assumir uma vida cheia, sem censuras ou censores, “para ligar a palavra e a vida numa mesma busca de liberdade e de espírito”.

Poeta, pintor e referência fundamental do surrealismo português ele é uma das maiores vozes da poesia portuguesa do século XX.


Citado de https://mundodelivros.com/biografia-de-mario-cesariny/

2 Exemplares disponíveis
Capa e miolo em excelente estado 

Preço: 40€  com dedicatória do autor a João Frajado Sequeira

Preço: 35€ Não autografado 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Diário Vols. I e II - Miguel Torga


Diário
Vols I e II ( 1932-1941) e (1941-1943)
Miguel Torga
Planeta Agostini
2003
CAPA CARTONADA
241 PÁGINAS


José de Melo na obra Miguel Torga: A Obra e o Homem (Lisboa, Arcádia, sem data) escreveu:
Miguel Torga abala para o Brasil em 1920, aos treze anos pois. Sua puberdade decorre em Minas Gerais, numa fazenda — a Fazenda de Santa Cruz — onde um irmão do pai lhe ministra alguns conhecimentos e a esposa deste o humilha, movida pela desconfiança de vir Miguel Torga a ser o herdeiro do tio, em prejuízo dos filhos do primeiro matrimónio dela. Atrás das vacas, guardando os porcos da fazenda, acarretando água, fazendo recados, pode-se dizer que tem uma sorte madrasta. Um dia o tio descobre que sua mulher maltrata Miguel Torga e para o afastar dela, manda-o estudar, para o ginásio de Leopoldina. Estamos em 1924. No ano seguinte, Miguel Torga volta para Portugal.
No Diário não encontrei qualquer referência negativa àqueles anos da adolescência. Encontrei, sim, no ano de 1957, escrito em Coimbra, o poema que transcrevo abaixo:
Brasil

Pátria de emigração, 
É num poema que te posso ter...
A terra — possessiva inspiração:
E os rios — como versos a correr.
Achada na longínqua meninice,
Perdida na perdida juventude,
Guardei-te como pude
Onde podia: 
Na doce quietude
Da força represada da poesia. 
E assim consigo ver-te
Como te sinto:
Na doirada moldura da lembrança,
O retrato da pura imensidade
A que dei a possível semelhança
Com a palavra e rimas e saudade.
Nos diários que vão de 3 de Janeiro de 1932 a 24 de Dezembro de 1990, Torga dedica dezassete poemas ao Natal.





O primeiro vem com o nome de "Dia Santo" e está no Diário I, escrito em S. Martinho de Anta no Natal de 1940. O poeta relata o quão está sensível ao mal que anda pelo mundo e com um pouco de ironia escreve: "Mas, com Deus no Marão sem neve, não há mal que resista". Em Coimbra, ano de 1942, Torga escreve um diálogo com o Velho-Menino Deus e a lamentar as dores que carrega consigo, as ilusões perdidas e a esperança que o Menino venha ao seu encontro "se queres vir... mas o brinquedo... quebra-o no caminho". Aos biógrafos de Torga cabe perguntar se naquele ano ele teve alguma perda. 

O Natal de 1948, em S. Martinho é um poema que o aproxima da estrebaria e da grande pena que sente pelo frio que o Menino deveria sentir pois escreve: "Devia ser neve humana / a que caía no mundo... Um frio que nos pedia Calor irmão, nem que fosse de bichos de estrebaria." Os Natais de Torga são sempre contemplados com diferentes momentos existenciais da sua vida e este dilema de não acreditar e acreditar. Em 1990 escreveu "Último Natal", pressentindo, certamente, a morte que se aproxima, mas que só chegaria a 17 de Janeiro de 1995. O Diário foi escrito até 10 de Dezembro de 1993 com o seu "Requiem por mim".

"Último Natal" mostra Torga dialogando diretamente com o Menino Jesus que nasce "quando morro". O lamento é grande, imenso por não escrever "o poema que te devo" concluindo que "És divino, e eu sou humano. Não há poesia em mim que te mereça." No Diário, deixou-nos confissões, críticas à sua época e sua gente e muita sensibilidade, beleza e integridade. Discordo do que escreveu em Gerês a 7 de Agosto de 1950: "o poeta?! Não diga mal de um desgraçado que espera tudo das palavras, e nada da vida." Torga, como poeta, conseguiu, como os grandes poetas, com suas palavras, dar vida ao espírito daqueles que têm até hoje o privilégio de lê-lo. É preciso mais?


Livro com capa cartonada e sobrecapa protetora. 
Como novo!

Preço: 10€ + portes

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net

3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Nelson Mandela: Uma lição de Vida, Jack Lang (1ª edição) 2005

Nelson Mandela: Uma lição de Vida
Jack Lang
1ª edição
2005
Editora Bizâncio
Prefácio Nadime Gordimer ( Prémio Nobel Literatura)
Capa José Pedro Magalhães
Tradução Francisco Agarez
230 Págs.


Recensão crítica:

http://silenciosquefalam.blogspot.pt/

O nome Nelson Mandela, é inequivocamente, conhecido de todas as pessoas. Em «Nelson Mandela – Uma Lição de Vida», da Editorial Bizâncio, o autor Jack Lang, ex-ministro da cultura de França, faz um retrato completo de Mandela, uma figura ímpar do panorama mundial. Este livro sublinha o lado humano, pessoal, social e filantrópico, de um homem simples, que fez com que os negros fossem deixados de ser tratados como indigentes, na África do Sul.


Em cinco capítulos, o autor mostra-nos de que maneira um homem humilde, mas com extremo poder eloquente, nas palavras, nos gestos, na vontade e ambição, consegue ser sempre um ser desprovido de vingança e ódio, mesmo depois de ter sido preso durante 27 anos.

Durante a narrativa percebemos claramente a luta obstinada de Mandela contra o apartheid, um sistema que negava aos negros, os direitos políticos, sociais e económicos. Nesta altura era interdito aos negros, o acesso aos autocarros e casas de banho públicas, além do imenso preconceito que existia quando um negro estivesse no mesmo espaço que um branco.  
O paralelismo humanístico e pacifista entre Mandela e Gandhi é notório, depois de lermos esta biografia.
Mandela recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1993 e foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. Actualmente apoia e dá voz a várias organizações sociais.

Além de conhecermos melhor este homem, o leitor é obrigado a fazer uma reflexão, e admitir que no mundo, muito ainda há para mudar. 

"A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."  
- Nelson Mandela




Livro em muito bom estado. Como novo! 
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura

Preço: 20€ + portes

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

D'este viver aqui neste papel descripto. António Lobo Antunes (1ªedição) 2005


D'este viver aqui neste papel descripto. 
Cartas da guerra
António Lobo Antunes
1ª Edição
 2005
Organização
Maria José Lobo Antunes
Joana Lobo Antunes

http://www.citador.pt/biblio.php?op=21&book_id=1370

Ao permitir a publicação destas cartas, Lobo Antunes abre-nos, descaradamente, a porta à sua privacidade. Muitas vezes, ao longo do livro, o leitor sente-se um intruso na intimidade do autor. É impressionante a forma como o grande escritor exprime de forma honesta e comovente os seus sentimentos mais íntimos, uma intensa vida interior que só a solidão proporciona. O amor e a saudade são os temas gerais das cartas.

O subtítulo do livro (“Cartas da guerra”) é, de certa forma, enganador. A guerra é sentida como um monstro estúpido e absurdo, do qual se evita falar. Por dois motivos: porque era vedado ao soldado transmitir informações relevantes e porque, para Lobo Antunes, falar da guerra era algo doloroso. É como se as cartas funcionassem como uma forma de escapar ao monstro e não para dar notícia dele. São desabafos íntimos e, acima de tudo, uma imensa manifestação de amor.

Um dos aspectos mais surpreendentes das cartas é a manifestação dos gostos literários do autor. Surpreendente a forma como revela um certo criticismo em relação a escritores muito conceituados, como se o auto-conceito de Lobo Antunes como escritor superasse todas as estrelas da literatura universal. Mas não; trata-se apenas de momentos de euforia que, em breve, são substituídos por fases de depressão em que se considera o mais fracassado dos escritores.

Ao longo das cartas, vai-nos dando conta, a par e passo, da escrita da sua primeira grande obra: ”Memória de Elefante”. Aqui reside um dos maiores motivos de interesse destas cartas: o relato do sofrimento do escritor, dos seus momentos de euforia e de crises de inspiração. Interessante também a forma como se esforça por recusar influências, se bem que nunca esconda a sua admiração por escritores como Faulkner, Céline ou Garcia Marquez. 

Intimamente, Lobo Antunes vagueia entre uma modéstia exagerada, deprimida, e um convencimento entusiasmado. Talvez essas oscilações sejam o reflexo do momento depressivo que vivia. Mas são também, sem dúvida, traços característicos da genialidade do grande escritor; um escritor que sonhou com o Nobel e que, cada vez mais, o merece.

Mas para lá da genialidade do escritor, da sinceridade das suas confissões, da bravura do soldado/médico, sobressai a grandeza do homem: um homem bom, delicado, sensível, altruísta, generoso – um homem comoventemente bom. 


Muito Bom estado. Novo (nunca foi manuseado)
Assinatura a lápis do proprietário na pág de rosto


Preço: 25€ + portes

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O crocodilo que voa: Entrevistas a Luiz Pacheco

O crocodilo que voa

Entrevistas a Luiz Pacheco

1ª Edição 2008

Organização e Introdução de João Pedro George

Edição Tinta da China

Disse Pacheco em Entrevista ao semanário Sol - Janeiro de 2008:
Sol: Está para sair um livro com entrevistas suas....
L P: Esse livro é uma merda
Esse livro é uma aldrabice.
É bom para andar por essas pequenas editoras.


Preço: 75€ + portes

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