Informações de utilização deste blogue

Para ir vendo todas as obras disponíveis nesta montra, é só ir clicando ao fundo da página em Mensagens antigas ou aceder diretamente via arquivo do blogue (árvore de hiperligações à esquerda do texto).

O Blogue tem ainda dois mecanismos de pesquisa por palavra-chave ( título, autor, etc. ) no texto do blogue na caixa de pesquisa no topo superior esquerdo da página (assinalado com uma lupa) e na coluna lateral esquerda (Pesquisar neste blogue).

Contactos, reservas e encomendas: por e-mail para 2mitodesisifo@gmail.com

INTERNATIONAL SHIPPING RATES under request.

Pagamento disponível através de transferência bancária ou via PayPal (solicitar via e-mail NIB ou paypal e-mail )


Mostrar mensagens com a etiqueta Luiz Pacheco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luiz Pacheco. Mostrar todas as mensagens

domingo, 27 de março de 2022

CARTA A GONELHA / LUIZ PACHECO

 

AUTOR(ES): 

Pacheco, Luís, 1925-2008

PUBLICACAO: 

[S.l.] : Contraponto, imp. 1977

DESCR. FISICA: 

[6] p. ; 24 cm

NOTAS: 

Biblioteca Jorge de Sena : PTBN: J.S. 11787

CDU: 

821.134.3-6"19/20"








Peça de Coleção
Capa e miolo em excelente estado 

Preço: 150€ 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com






quarta-feira, 31 de março de 2021

 

DIÁRIO REMENDADO, 1971-1975 / LUIZ PACHECO ; FIXAÇÃO DE TEXTO, POSF. JOÃO PEDRO GEORGE ; REV. CLARA BOLÉO

 
AUTOR(ES): 
Pacheco, Luís, 1925-2008George, João Pedro, 1972-, posfac.Boléo, Clara, revisor
TÍTULO DESEN: 
Diário remendado, mil novecentos e setenta e um-mil novecentos e setenta e cinco
EDIÇÃO: 
1a ed
PUBLICAÇÃO: 
Lisboa : D. Quixote, 2005
DESCR.FÍSICA: 
286 p. ; 24 cm
ISBN: 
972-20-2861-8
DEP. LEGAL: 
PT -- 230255/05
ASSUNTOS: 
Pacheco, Luis, 1925- -- [Memórias]
CDU: 
821.134.3Pacheco, Luís.09
929Pacheco, Luis
821.134.3-94"19/20"




Retirado de http://dn.sapo.pt/2005/09/30/artes/a_literatura_e_para_comer.html

A literatura é para comer


'Diário Remendado
' tem episódios pícaros, inventiva estilística,
interlúdios oníricos, desabafos políticos, anotações literárias e
momentos anedóticos - Pedro Mexia

A escrita de Luiz Pacheco sempre conteve elementos diarísticos. Não somente porque o escritor utiliza elementos pessoais nos textos mas também porque existe uma imagem de Luiz Pacheco que precede (e às vezes substitui) a leitura dos seus textos. Diário Remendado 1971-1975 é apenas uma concretização mais imediata dessa ideia.

Depois de várias tentativas abortadas ou abandonadas, este diário vem finalmente a lume, com fixação de texto e posfácio de João Pedro George, biógrafo pachecal e seu discípulo em virulência crítica.

Um diário de Luiz Pacheco é como qualquer outro livro de Luiz Pacheco há prosa de primeira água, há vernáculo desabrido, há detalhes desnecessários, há um narcisismo cruento (cito) que sublinha a imagem desgraçada do escriba sujo, endividado e mesfomeado, aqui escrevinhando na sua cama em Massamá nos anos setenta. Luiz Pacheco não é apenas esta imagem, mas vive muito dessa imagem "bêbado, maluco, panasca, teso". Aqui aparece esse sem disfarces esse Pacheco eternamente teso (nos dois sentidos) e obrigado a ganhar o cacau em biscates como traduções ou artigalhadas. Mas também fazendo reedições aldrabadas ou de luxo porque sabe que tem um público que paga tudo e papa tudo. E recorrendo a uma pedinchice constante entre mecenas, amigos, assinantes. Algumas passagens deste texto parecem apenas uma contabilidade de ganhos e gastos, natural em quem conta tostões.

Grande parte das anotações deste Diário Remendado dizem respeito à intimidade de Pacheco. À sua saúde periclitante, com doenças, achaques, ataques, medicações e consultas. Ao alcoolismo e à loucura que o assustam. Às tentativas (sem sucesso) de consumos comedidos. A isso se soma a miséria sexual engates com meninos e meninas, decadência física, masturbações. O mais curioso, nesse aspecto pessoal, é a extrema seriedade com Pacheco analisa as pessoas que o rodeiam, agora já não numa comunidade como outrora mas numa boémia desfeita e azeda, com cenas e tricas cansativas minuciosamente descritas mas redimidas pelo desvelo desajeitado pelo filho então a
seu cargo.

Pacheco não esconde que é muito zeloso da sua reputação e da sua posteridade literária. É isso que explica que se zangue tanto com a sua produção escassa, ou pelo menos com a ausência de uma obra de fôlego, independente dos textinhos alimentares. Pacheco admite no entanto que não tem imaginação, e que está condenado aos textos críticos (cheios de farpas ao meio literário) e aos textos pessoais (hábeis montagens de cartas, textos confessionais e memorialísticos). O que mais o amofina é ficar assim confinado a um estatuto de menoridade, ainda por cima sujeito aos anticorpos que resultam da sua franqueza inconveniente. Diário Remendado acompanha as indecisões e agruras em torno das colectâneas Exercícios de Estilo (1971), Literatura Comestível (1972) e Pacheco versus Cesariny (1974), com contactos com editoras e tipografias e provas emendadas. Mas também se entregue a uma listagem pessimista de projectos futuros.

Pacheco deseja acima de tudo sossego para escrever, para elaborar calmamente uma Obra. Essa Obra, especula, pode ter a sua génese no próprio diário, pacientemente mantido em cadernos pretos "Aqui (parece-me) sou eu. Como na Comunidade, n'O Teodolito ou n'O Libertino ainda era eu, sob a capa de uma fórmula para o público  (...). O salteado nos dias e meses deste pseudo-diário, o desconexo, o incompleto casual, são condições de mim. Um escriba de circunstância. Um tipo que queria ser escritor mas antes queria ser um homem livre" (pág. 151). Ao mesmo tempo, Pacheco reconhece que os seus amigos que conhecem a existência do diário receiam ser alvos e cobaias. O que gera novos conflitos.

Meio projecto ambicionado e meio projecto falhado, este Diário Remendado é assim uma acumulação sem disciplina de episódios pícaros, inventividade estilística, interlúdios oníricos, desabafos políticos, anotações literárias (Ba- taille, Beckett, Lawrence, Lowry, Sade, Sartre, entre outros) ou momentos anedóticos (exemplo os textos de Marx que curam a asma ao asmático Pacheco).

Estes fragmentos desamparados revelam o Pacheco que ama a literatura e detesta a literatice (comentário às cartas de Pessoa a Gaspar Simões "é só literatura"). Pacheco define o género diário do mesmo modo que define a literatura: como algo sincero e radical "Quando rebati a idiotice do escritor maldito estava a atacar frontalmente (...) um modus vivendi em que a maioria se deleitava viver a melhor vidinha possível, considerando a Literatura não um acto de conhecimento e afirmação (...) mas uma mercadoria mais na sociedade de consumo. Uma mercadoria elevada, de alta condição, nobre, assim mais ou menos o que, na Era dos Descobrimentos, seriam as especiarias do Oriente longínquo um condimento refinado. Não um jogo de vida ou de morte (connosco, com o Outro, com as palavras e as formas) - e era por aí que eu ia" (pág. 182). Há momentos em que
este texto é excessivamente "ressacas, juras de não voltar a beber, conflitos com o Paulocas [o filho] banalíssimos ou quase, sentimentalismos serôdios e punhetas sem gosto, panascarias " (pág. 242). Mas noutros é sobretudo isto: "ora jornal do libertino, ora antídoto contra a desmemória, ora processo de conhecimento próprio, ora diário do escriba. Com suas presunções preocupações" (pág. 104).

Diário Remendado é talvez o melhor diário íntimo português, embora não o melhor diário português.

Lisboa 30.09.05

Texto de Pedro Mexia

Peça de Coleção
Capa e miolo em excelente estado 

Preço: 45€ 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com



Retirado de http://dn.sapo.pt/2005/09/30/artes/a_literatura_e_para_comer.html

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Antologia da Poesia Erótica e Satírica - 1ª Edição com ilustrações de Cruzeiro Seixas

Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notasilust. do pintor Cruzeiro Seixas

badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]

Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)

1.ª edição

19,2 cm x 12,6 cm

552 págs. + 6 folhas em extratexto







Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e Sem as ilustrações do pintor Cruzeiro Seixas

Badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

Rio de Janeiro  s.d. [Lisboa, 1965]

Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)

1.ª edição ( clandestina editada no Rio de Janeiro depois da proibição da obra em Portugal?

19,2 cm x 12,6 cm

552 págs. + 6 folhas em extratexto






Antologia da Poesia Erótica e Satírica: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade

NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notasilust. do pintor Cruzeiro Seixasbadanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

Lisboa: Antígona e Frenesi, 3ª Edição, 1999. 485 p.

2.ª edição da obra em comemoração do 20º aniversário da publicação



3º Exemplar - Edição de 1999 da Antígona em colaboração com a Frenesi - 

Muito bom estado de conservação



Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica (dos cancioneiros medievais à actualidade) / sel., pref. e notas Natália Correia
il. Cruzeiro Seixas. ~
4ª ed. - Lisboa : Ponto de Fuga, 2019
 559 p. : il. ; 243 cm.
ISBN 978-989-8881-15-1




4º Exemplar - Edição de 2019 da Ponto de Fuga - 

Muito bom estado de conservação


Peças de Coleção
Dois exemplares disponíveis
Primeiro exemplar Impresso sobre papel superior miolo irrepreensível, por abrir
Segundo exemplar disponível encadernado com impressão na lombada a ouro
Capa foi retirada e volume aparado


Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

Citado do Observador http://observador.pt/especiais/ha-50-anos-a-indecencia-de-natalia-correia-libertou-nos/

"Segundo o relato do Diário de Lisboa de 21 de Março desse ano, acabaram condenados, no julgamento que terminou a 21 de Março de 1970, Natália Correia, o editor Fernando Ribeiro de Mello, a 90 dias de prisão correccional, substituíveis por igual tempo de multa a 50$00 por dia e mais 15 dias de multa à mesma taxa. Também foram distribuídas penas de 45 dias de prisão – substituíveis por multas — para os escritores Luiz Pacheco (que foi dispensado de pagar por causa da sua situação económica), Mário Cesariny de Vasconcelos, José Carlos Ary dos Santos e Ernesto de Melo e Castro. As penas de Natália, Cesariny, Ary dos Santos e Melo e Castro foram suspensas pelo período de três anos. Os livros apreendidos foram declarados perdidos a favor do Estado para serem destruídos.
A terceira edição da “Antologia” surgiu em 1999 com o selo de uma associação entre a Antígona e a Frenesi, quando as editoras cumpriam 20 anos de existência. Luís de Oliveira e Paulo da Costa Domingos justificam-se: “Dois editores, a contrapelo de quem antes e de quem depois tentou disfarçar a festa do corpo, selam, aqui e em público, a sua inabalável amizade, dando, pois, expressão física a um tão forte conjunto de poemas eróticos e satíricos”. O livro fecha com espírito anárquico, apelando ao prazer: “Os editores dedicam o esforço posto nesta edição aos leitores que fazem do erotismo prática viva e satirizam os costumes e a ordem”. Uma dedicatória à altura de Natália."


1ª Edição, 1965
 200€
1ª Edição Encadernada,1965
120€

2ª Edição Clandestina - Rio de Janeiro, 1965
120€

3ª Edição da Antígona, 1999
 85€

4ª Edição 
Ponto de Fuga: 2019
60€

Comprados em conjunto: 500€
com portes registados para Portugal Continental e ilhas
+ 10€ para correio registado internacional
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A Filosofia na Alcova, 1ª e 2ª Edições seguida da Obra de Anibal Fernandes Portugal em Sade, Sade em Portugal

Marquês de Sade
A Filosofia na Alcova

Lisboa: Afrodite, 1966, 215 pag.
Coleção Afrodite
Tradução Hélder Henrique
Prefácios de David Mourão-Ferreira e Luís Pacheco
Ilustrações e capa de João Rodrigues
Editor Fernando Ribeiro de Mello


"1966, Lisboa. Salazar contra o Marquês de Sade em tribunal. Réus: uma mão cheia de colaboradores da primeira edição portuguesa de "A Filosofia na Alcova". Resultado: quatro condenações inapeláveis e um suicídio do pintor João Rodrigues. Meio século após o termo do primeiro processo por “abuso de liberdade de imprensa” movido e levado a cabo contra um editor pela publicação de um livro durante o Estado Novo, este volume procura, ao mesmo tempo, lembrar e contar essa acção judicial, e recuperar o texto de Aníbal Fernandes, o único que, passados mais de vinte anos, recordou o processo e o julgamento, numa altura em que o editor Fernando Ribeiro de Mello e as edições Afrodite estavam já quase completamente esquecidos. De Paris — onde Jean-Jacques Pauvert publicara em 1953 a edição de "La Philosophie Dans le Boudoir" de Sade cujo exemplar guardado em casa do pintor Cruzeiro Seixas chegará, 12 anos depois, às mãos do incipiente editor Ribeiro de Mello — a Bissau — onde em 1970 arderão os últimos exemplares que tinham escapado à punição do fogo pelas autoridades portuguesas — esta história passa ainda por Luanda (onde se congemina uma raríssima homenagem ao divino marquês nas páginas do suplemento literário do diário ABC) antes de se desenrolar em Lisboa entre o Verão de 1966 e o Inverno de 1967, no ritmo irregular desse tribunal "sui generis" que era o Plenário da Boa Hora." cit de Wook








AVISO
AOS EX.mos LIVREIROS
Tratando-se de uma obra cujo
significado cultural só pode ser
devidamente apreendido por pes-
soas de sólida e amadurecida for-
mação, roga-se aos Exmos Livreiros
o maior cuidado na venda deste
livro, de modo que ela seja rigoro-
samente interdita a menores.
 E
 mais se pede: que igualmente trans-
mitam esta recomendação a todas
as pessoas que adquiram a obra.

      O EDITOR


seguido de

Marquês de Sade

Donatien Alphonse François de Sade
A Filosofia na Alcova 

seguido de Posfácio A 1ª Edição portuguesa ou Sade e o Tribunal Plenário de Lisboa

Lisboa: Afrodite, [1975], 396 pag.
Coleção Afrodite
Tradução Manuel João Gomes
Ilustrações e capa de Martin Avillez
Editor Fernando Ribeiro de Mello





Aníbal Fernandes

Pedro Piedade Marques
Portugal em Sade / Sade em Portugal

Seguido de O "Affaire Sade" de Lisboa
Lisboa: Montag, Novembro MMXVII, 236 p.
Ilustrado

Valorizado pela assinatura do autor




"Certo é, porém, que o processo (junto ao que ainda corria contra a 'Antologia') deu a esses réus um prestígio inegável entre o meio oposicionista, em particular a Pacheco e a Ribeiro de Mello. Mais tarde, numa entrada de diário, aquele reconhecerá que ambos os processos 'iriam pôr-me, à vista do público, como escriba muito mais perseguido e causticado que os tipinhos da tertúlia [de José Gomes Ferreira] (…) afinal, era o maluco do editor dos surrealistas que se mostrava perigoso para o regime'. Como seria de esperar, à tertúlia de café que juntava José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira, Alexandre Pinheiro Torres, Augusto Abelaira, João José Cochofel e outros, o caso Sade não escapará como assunto, mas não será Pacheco o alvo e sim Herberto, como se lê na entrada de 20 de Julho de 1968 do diário então secreto do poeta: 'corre que a atitude de Herberto Helder, durante o julgamento por abuso de liberdade de imprensa do editor de um livro de Sade, não foi irrepreensível', ao que, aos olhos de Gomes Ferreira, se juntava a grave recusa de Herberto em assinar um 'débil protesto contra a dissolução da Sociedade Portuguesa de Escritores (…) para não perder o emprego na Emissora — diz-se para aí nos cafés' (ou seja, o mesmo motivo que poderá ter levado Herberto a recusar-se a fazer e a assinar a tradução do Sade)."
PORTUGAL EM SADE, SADE EM PORTUGAL (pp.133-134)
http://www.montag.com.pt/portugalsade.html


Peças de Coleção
Capas, miolo e ilustrações em excelente estado sem humidade

Preço 1ª Edição: 100€ 

Preço 2ª Edição: 75€ 

Preço Edição Portugal em Sade: 35€ 


Compradas em conjunto: 180€ 


com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Voltaire - Dicionário Filosófico. 1ª edição (2 volumes), 1966 - Célebre Tradução de Bruno da Ponte feita na realidade por Luiz Pacheco...e que acabou mal!

Voltaire

Dicionário Filosófico

1ª edição

1966 

Célebre Tradução de Bruno da Ponte e João Lopes Alves... (1º volume traduzido na realidade por Luiz Pacheco)...e que acabou mal!

Lisboa

Editorial 

Presença

2 volumes

278p + 287p








O caso do pé de página das "Deliciosas Sandes de merda..."

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7wROj0scGxo
retirado de

"O Crocodilo que Voa - entrevistas a Luiz Pacheco"  reprodução do blogue


Vende-se também esta edição em:

alfarrabistamitodesisifo.blogspot.pt/2012/10/o-crocodilo-que-voa-entrevistas-luiz.html

Sobre uma história no mundo da tradução :

"Estava então a escrever como negro e a traduzir o Dicionário Filosófico (de Voltaire) para a Presença, mas quem assinava a tradução era o Bruno da Ponte. Eu tinha de o fazer porque era a única fonte de dinheiro, e numa parte ele refere-se a um daqueles malucos profetas da Bíblia que faziam uma espécie de pão com excremento de vaca. Eu estava chateado e o que é que fiz? Escrevi: "Nota do tradutor: é o que chamariamos hoje deliciosas sandes de merda."(risos) Esqueci-me, e aquilo lá saiu em nota do tradutor, que era o Bruno da Ponte. Ele ficou um bocado magoado."

Mensagem para as novas gerações:

"Puta que os pariu!"

(Obrigado, Pacheco! Como um dos alvos desta tua mensagem também te mando para a puta que te pariu! Sei que não te ofendes...)

Pela vossa vida, leiam este livro! Cada vez que o abro encontro pérolas destas e estou mesmo no início. Nem imaginam a dificuldade que tive em escolher estas citações para vos mostrar já que, por mim, transcreveria o livro todo, sem problemas... Não referi nada aqui dos seus famosos insultos aos escritores da nossa praça, porque tinha tanto por onde escolher que nunca mais acabava isto. Mas é hilariante a maneira como ele ridiculariza génios que nós consideramos intocáveis como Vergílio Ferreira, José Saramago, António Lobo Antunes ou José Cardoso Pires...

É uma personalidade singular da nossa história e, segundo dizem, muito talentosa (eu nunca li nada dele mas estou curioso). O livro de entrevistas é hilariante e uma bela maneira de conhecer esta personagem que mais parece ficcionada do que real.

De referir ainda a bela introdução do organizador do livro, João Pedro George.

Deixo-vos o vídeo com a história das "sandes de merda".

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7wROj0scGxo


Peça de Coleção
Capa e miolo em excelente estado 
(cadernos do miolo por cortar)

Preço: 100€ 

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net



segunda-feira, 10 de março de 2014

Coleção "Teatro no Bolso" Contraponto de Luiz Pacheco. 1ª e 1ª e 2ª variação da 2ª edição da peça de teatro de Almeida Garrett - Falar Verdade a Mentir. 1ª e 2ª edição 1961

Almeida Garrett

Falar Verdade a Mentir

[1961]

Coleção "Teatro no Bolso", nº 13

Editora Contraponto [Luiz Pacheco]

1ª edição e 1ª  e 2ª variações da 2ª edição ambas de 1961





Estas edições do mesmo ano terão sido inicialmente impressos para vender durante a representação do TPL Teatro Popular de Lisboa, com estreia em 11 de Março de 1961, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, com encenação de Pedro Bom e apresentação cenográfica de Mário Alberto.

Numa edição de capa idêntica essa primeira tiragem apresentava as personagens com os actores:

Brás Ferreira - Carlos Costa
Amália - Feranda Alves
Duarte Guedes - Alexandre Vieira
O General Lemos - António Anjos
Joaquina - Maria José
José Félix - Ruy Mendes
Um lacaio - Victor Ribeiro

Tendo provavelmente sobrado capas, foi reimpresso o miolo para uma 2ª edição, tendo resultado 2 edições com uma 1ª e 2ª variação nas capas, para ser vendido a assinantes e porta-a-porta por todo o país, ou acompanhando a digressão da companhia ou por rotina de Luiz Pacheco e Cacilda Becker.

As obras em venda conjunta representam a 1ª edição e 2ª edição - 1ª e 2ªs variações ( todas de 1961)










Colecção Teatro no Bolso

Em 1956 divulga os primeiros números da Colecção Teatro no Bolso, em pequeno formato, que acompanhavam o mundo teatral em Lisboa.

Cada volume era vendido a 10 escudos nas livrarias e 5 escudos à porta dos teatros. Em promoção especial, séries de três números pela módica quantia de 15 escudos.

Os volumes avulsos custavam 6 escudos. Juntamente com Cacilda Becker, em 1959, percorre o país vendendo estas pequenas publicações com autores consagrados, como por exemplo: Henrik Ibsen; Molière; Alfonso Castelao; Luigi Pirandello; Marquês de Sade; Almeida Garrett; Camilo Castelo Branco; Guillaume Appolinaire; entre outros. Em paralelo, a Companhia do "Teatro de Sempre" também publicava peças de ilustres autores, que facultaram algumas traduções a Luiz Pacheco (funcionário da Inspecção dos espectáculos). Esta Companhia pertencia ao Teatro Avenida de Lisboa, sob a direcção artística de Gino Saviotti e colaboração de Laura Alves e Giuseppe Bastos.



Livros em bom estado com capas limpas e miolo com marcas de humidade
todos em bom estado.
Uma das varições tem etiqueta e carimbo de rosto da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian

Preço da obra conjunta (3 exemplares): 

60€ 

Não se vendem os exemplares isoladamente

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas
+ 8€ para correio registado internacional normal
UPS ou correio rápido a orçamentar

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net