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sábado, 29 de dezembro de 2012

Mao-Tsé Tung Écrits choisis em trois volumes Volumes I, II e III


Mao-Tsé Tung
Écrits choisis em trois volumes
Volumes I, II e III 
Edição FM Petite Collection Maspero
Paris
1973
191+189+189p



Os livros da Petite Collection Maspero marcaram as gerações de 60/70

Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.



Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia



"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.


François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 

citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald: 



François Maspero interviewé par Chris Marker.






Livro de bolso, brochado, com algumas manchas de humidade no miolo, com a curiosidade de estar profusamente sublinhado e comentado pelo proprietário coevo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa.

Preço: 60€ os 3 volumes + portes

Vendem-se individualmente a 25€ cada+ portes

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net

3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental


Léon Trotsky Ernest Mendel Edição FM Petite Collection Maspero


Léon Trotsky
Ernest Mendel
Edição FM Petite Collection Maspero
Paris
1ª edição 1980
171p



Livro da famosa série PCM Pettite Collection Maspero

Os livros da Petite Collection Maspero marcaram as gerações juvenis dos anos 60/70 (Les Génerations de Rêve et de poudre)



Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.


Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia



"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.



François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 





1 Place Paul Painlevé, París - Sede das Éditions François Maspero ( hoje Editions IVREA)



citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald:  http://www.youtube.com/watch?v=eNY-l7FuSnA&feature=colike 



François Maspero interviewé par Chris Marker.

François Maspero est ouvert à tout, il est de tous les combats militants sur les plans politique, social et culturel. Cela explique les multiples collections qui composent l’inventaire de son catalogue. Mentionnons (sans prétendre à l’exhaustivité !) la série « Histoire classique », où il publie notamment l’helléniste et ancien grand Résistant Jean-Pierre Vernant ; « Histoire contemporaine » où l’on trouve les fameuses études de Daniel Guérin sur le fascisme, mais aussi l’historien communiste orthodoxe Albert Soboul ; « Voix », qui donne la parole à Nazîm Hikmet et à des écrivains de tous pays ; « Bibliothèque socialiste » qui offre un éventail de classiques du marxisme : Boukharine, Rosa Luxemburg, Samuel Bernstein, etc. Dès 1967, la Petite collection Maspero, sur le modèle de ce que faisait Suhrkamp en Allemagne, propose plus de 270 titres en format de poche bon marché : on y trouve Aden Arabiede Paul Nizan (Maspero est à l’origine de sa redécouverte), Giap, Hô Chi Minh, le Che, Trosky, Ernest Mandel, mais aussi le pédagogue Célestin Freinet, la communarde Louise Michel, et bien d’autres. Remarquons que les éditions Maspero se sont intéressées à des domaines d’étude nouveaux, comme la situation des travailleurs étrangers en France, les bidonvilles, ou encore l’approche critique de la médecine. ( http://www.gauchebdo.ch/?Francois-Maspero-un-editeur-engage)

Livro de bolso, brochado,  com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa

Preço: 25€ + portes

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net

3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental


Sport, culture & répression Série partisans Edição FM Petite Collection Maspero


Sport, culture & répression
Série partisans
Edição FM Petite Collection Maspero
Paris
2ª edição 1972
175p



Livro da famosa série Partisans da François Maspero sobre sociologia do desporto.

Os livros da Petite Collection Maspero marcaram as gerações juvenis dos anos 60/70 (Les Génerations de Rêve et de poudre).

Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.



Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia

"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.



François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 





1 Place Paul Painlevé, París - Sede das Éditions François Maspero ( hoje Editions IVREA)


citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald:  



François Maspero interviewé par Chris Marker.

François Maspero est ouvert à tout, il est de tous les combats militants sur les plans politique, social et culturel. Cela explique les multiples collections qui composent l’inventaire de son catalogue. Mentionnons (sans prétendre à l’exhaustivité !) la série « Histoire classique », où il publie notamment l’helléniste et ancien grand Résistant Jean-Pierre Vernant ; « Histoire contemporaine » où l’on trouve les fameuses études de Daniel Guérin sur le fascisme, mais aussi l’historien communiste orthodoxe Albert Soboul ; « Voix », qui donne la parole à Nazîm Hikmet et à des écrivains de tous pays ; « Bibliothèque socialiste » qui offre un éventail de classiques du marxisme : Boukharine, Rosa Luxemburg, Samuel Bernstein, etc. Dès 1967, la Petite collection Maspero, sur le modèle de ce que faisait Suhrkamp en Allemagne, propose plus de 270 titres en format de poche bon marché : on y trouve Aden Arabiede Paul Nizan (Maspero est à l’origine de sa redécouverte), Giap, Hô Chi Minh, le Che, Trosky, Ernest Mandel, mais aussi le pédagogue Célestin Freinet, la communarde Louise Michel, et bien d’autres. Remarquons que les éditions Maspero se sont intéressées à des domaines d’étude nouveaux, comme la situation des travailleurs étrangers en France, les bidonvilles, ou encore l’approche critique de la médecine. ( http://www.gauchebdo.ch/?Francois-Maspero-un-editeur-engage)

Livro de bolso, brochado,  com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa

Preço: 25€ + portes

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Pédagogie: èducation ou mise en condition? Série Partisans Edição FM Petite Collection Maspero


Pédagogie: èducation ou mise en condition?
Série Partisans
Edição FM Petite Collection Maspero
Paris
2ª edição 1972
167p



Livro da famosa série Partisans da François Maspero sobre sociologia da educação.


Os livros da Petite Collection Maspero marcaram as gerações juvenis dos anos 60/70 (Les Génerations de Rêve et de poudre).


Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.

Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia

"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.



François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 





1 Place Paul Painlevé, París - Sede das Éditions François Maspero ( hoje Editions IVREA)


citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald:  



François Maspero interviewé par Chris Marker.

François Maspero est ouvert à tout, il est de tous les combats militants sur les plans politique, social et culturel. Cela explique les multiples collections qui composent l’inventaire de son catalogue. Mentionnons (sans prétendre à l’exhaustivité !) la série « Histoire classique », où il publie notamment l’helléniste et ancien grand Résistant Jean-Pierre Vernant ; « Histoire contemporaine » où l’on trouve les fameuses études de Daniel Guérin sur le fascisme, mais aussi l’historien communiste orthodoxe Albert Soboul ; « Voix », qui donne la parole à Nazîm Hikmet et à des écrivains de tous pays ; « Bibliothèque socialiste » qui offre un éventail de classiques du marxisme : Boukharine, Rosa Luxemburg, Samuel Bernstein, etc. Dès 1967, la Petite collection Maspero, sur le modèle de ce que faisait Suhrkamp en Allemagne, propose plus de 270 titres en format de poche bon marché : on y trouve Aden Arabiede Paul Nizan (Maspero est à l’origine de sa redécouverte), Giap, Hô Chi Minh, le Che, Trosky, Ernest Mandel, mais aussi le pédagogue Célestin Freinet, la communarde Louise Michel, et bien d’autres. Remarquons que les éditions Maspero se sont intéressées à des domaines d’étude nouveaux, comme la situation des travailleurs étrangers en France, les bidonvilles, ou encore l’approche critique de la médecine. ( http://www.gauchebdo.ch/?Francois-Maspero-un-editeur-engage)

Livro de bolso, brochado,  com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012



Libération des femmes
Un groupe de femmes
Série partisans
Edição FM Petite Collection Maspero
Paris
2ª edição 1974
188p



Livro da famosa série Partisans da François Maspero

Incluindo os textos: la femme en morceaux ( á propos de la maternité), Pour une réflexion politique sur l'avortement, Le mythe de la frigidité féminine, La révolution séxuelle, etc.

Os livros da Petite Collection Maspero marcaram as gerações juvenis dos anos 60/70 (Les Génerations de Rêve et de poudre)



Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.



Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia



"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.



François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 



1 Place Paul Painlevé, París - Sede das Éditions François Maspero ( hoje Editions IVREA)


citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald:  



François Maspero interviewé par Chris Marker.

François Maspero est ouvert à tout, il est de tous les combats militants sur les plans politique, social et culturel. Cela explique les multiples collections qui composent l’inventaire de son catalogue. Mentionnons (sans prétendre à l’exhaustivité !) la série « Histoire classique », où il publie notamment l’helléniste et ancien grand Résistant Jean-Pierre Vernant ; « Histoire contemporaine » où l’on trouve les fameuses études de Daniel Guérin sur le fascisme, mais aussi l’historien communiste orthodoxe Albert Soboul ; « Voix », qui donne la parole à Nazîm Hikmet et à des écrivains de tous pays ; « Bibliothèque socialiste » qui offre un éventail de classiques du marxisme : Boukharine, Rosa Luxemburg, Samuel Bernstein, etc. Dès 1967, la Petite collection Maspero, sur le modèle de ce que faisait Suhrkamp en Allemagne, propose plus de 270 titres en format de poche bon marché : on y trouve Aden Arabiede Paul Nizan (Maspero est à l’origine de sa redécouverte), Giap, Hô Chi Minh, le Che, Trosky, Ernest Mandel, mais aussi le pédagogue Célestin Freinet, la communarde Louise Michel, et bien d’autres. Remarquons que les éditions Maspero se sont intéressées à des domaines d’étude nouveaux, comme la situation des travailleurs étrangers en France, les bidonvilles, ou encore l’approche critique de la médecine. ( http://www.gauchebdo.ch/?Francois-Maspero-un-editeur-engage)

Livro de bolso, brochado,  com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto e verso da contracapa

Preço: 25€ + portes

Pedidos a 2mitodesisifo@gmail.com ou em www.leiloes.net

3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental


domingo, 16 de dezembro de 2012

Nós as Crianças. Conselho de um médico pediatra. Gérard Mahec


Nós as Crianças.
Conselho de um médico pediatra.
Gérard Mahec
Coleção Livros RTP, 13
Biblioteca Básica Verbo
Editorial Verbo
1971


Destinado a servir de guia a todos os pais, por forma a auxiliarem o pediatra na sua função de médico, este pequeno livro é uma súmula dos problemas que habitualmente surgem ao longo da evolução física, intelectual e afectiva de qualquer criança. Nós, as Crianças é uma obra que constitui o fruto de cerca de vinte anos de clínica pediátrica do seu Autor, antigo externo dos Hospitais de Paris.

Obra de promoção de saúde infantil, representava a associação da RTP ao esforço de promoção da Saúde Infantil da última fase do Estado Novo. Obra marcante de generalizada divulgação na Europa da época, era um best-seller que poe este via se transformou numa obra importante na época em Portugal


Livro de bolso. Miolo em muito bom estado, Capa um pouco suja pela idade. 

Preço: 2,5€ + portes

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Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos - 1974 Círculo de Leitores

Memórias do Cárcere

Graciliano Ramos

1974

Lisboa
Círculo de Leitores
512p


Trecho da obra

“O mundo se tornava fascista. Num mundo assim, que futuro nos reservariam? Provavelmente não havia lugar para nós, éramos fantasmas, rolaríamos de cárcere em cárcere, findaríamos num campo de concentração. Nenhuma utilidade representávamos na ordem nova. Se nos largassem, vagaríamos tristes, inofensivos e desocupados, farrapos vivos, fantasmas prematuros; desejaríamos enlouquecer, recolhermo-nos ao hospício ou ter coragem de amarrar uma corda ao pescoço e dar o mergulho decisivo. Essas idéias, repetidas, vexavam-me; tanto me embrenhara nelas que me sentia inteiramente perdido.”




Filme Memórias do Cárcere: http://www.youtube.com/watch?v=zA7RJsNhSN8

Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos

citado de http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/m/memorias_do_carcere

Graciliano Ramos foi preso em março de 1936, acusado de ligação com o Partido Comunista. Prisão sem processo, mas que não evitou a deportação do acusado, num porão de navio, para o Rio, onde permaneceu encarcerado. Foi demitido do cargo de Diretor da Instrução Pública e levado a diversos presídios, até Janeiro de 1937, quando foi libertado. Dessa experiência resultou a obra Memórias do Cárcere, publicada postumamente em 1953. A obra não é o relato puro e simples do sofrimento e humilhações do homem Graciliano Ramos; é a análise da prepotência que marcou a ditadura Vargas e que, em última análise, marca qualquer ditadura. É um dos depoimentos mais tensos da literatura brasileira.

Escrito em quatro volumes (sem o capítulo final, pois Graciliano faleceu antes de concluí-lo), Memórias do Cárcere narra acontecimentos da vida de Graciliano Ramos e de outras pessoas que estiveram presas durante o Estado Novo. A narrativa é amarga, mas sem exageros ou invenções, nessa obra Graciliano Ramos é fiel aos acontecimentos. Se há amarguras e sordidez, é porque as situações vividas foram sórdidas e amarguradas. 

A narrativa de Graciliano Ramos, pela exposição de motivos contida no capítulo de abertura da obra, dá ao texto uma autenticidade autobiográfica, sobretudo se a ela somarmos a “explicação final” de Ricardo Ramos, na qual ficam esclarecidas as dificuldades que impediram o autor de dar definitivamente o texto por concluído. Essa narrativa, característica do relato autobiográfico, oferece a típica junção autor-narrador-personagem, sendo possível percebê-la como resultado da experiência vivida, o que aproxima Graciliano Ramos da noção de narrador clássico. 

A autoridade do narrador clássico é referendada pela perspectiva da morte, conforme se percebe já no início do texto: “... estou a descer para a cova...”. A morte, para o filósofo alemão, confere autoridade, pois é nesse momento que o saber humano assume uma força maior, tornando imperativa a sua transmissão. O narrador clássico sabe dar conselhos. Narra porque tem experiência de vida, e é essa experiência que lhe dá sabedoria. A obra do escritor alagoano, ao fazer uso da forma autobiográfica, ao falar de si mesmo, intencionalmente mistura a sua voz a outras, até então silenciadas, contrariando assim a perspectiva natural desse tipo de relato. 


Memórias do Cárcere é o testemunho da realidade nua e crua de quem, sem saber por quê, viveu em porões imundos, sofreu com torturas e privações provocadas por um regime ditatorial chamado de Estado Novo. 


Na obra Graciliano Ramos não diz diretamente que se sente injustiçado, embora o tenha sido e isso se explicita no próprio texto. Não fica insistindo que não deveria estar naquelas situações, isso faz com que a indignação do leitor não fique restrita às suas histórias particulares, mas se direcione a situações vivenciadas por muitas pessoas. O que o autor retrata, e é o que mais interessa em Memórias do Cárcere, é um olhar de quem foi preso, algo que é muito mais abrangente do que se fixar no olhar do narrador.

O discurso, regido pela égide da opressão, é caracterizado pelo desdobramento: pois é psicológico, e, ao mesmo tempo, um documentário; é particular, mas universaliza-se. 


Livro de capa cartonada, protegida com sobrecapa em película plástica. Miolo em muito bom estado. 

Preço: 15€ + portes

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Antologia Poética - Miguel Torga - 1999


A
ntologia Poética
Miguel Torga
5ª edição ( Organizada pelo próprio autor tendo como base o texto da 4ª edição)
Prefácio justificativo do próprio autor
(1ª edição de 1991)
Col. Autores de Língua Portuguesa
Publicações D. Quixote
Lisboa
Capa Alberto Henrique Cayatte



Inclui os poemas de:
O Senhor Ventura - Vindima - A criação do Mundo - Contos - Teatro Completo - Diários I e II - Ensaios



Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em 1907 em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes, e faleceu em 17 de Janeiro de 1995 em Coimbra. Emigrou para o Brasil ainda jovem e, quando regressou em 1925, matriculou-se na Universidade de Coimbra onde se formou em Medicina. Esteve de início literariamente próximo do grupo da Presença, sediado em Coimbra. Por volta de 1930, estava já afastado do grupo, fundando a revista Sinal. Funda pouco depois a revista Manifesto. Começou a ser conhecido como poeta, tendo mais tarde ganho notoriedade com os seus contos ruralistas e os seus dezasseis volumes de Diário, estes publicados entre 1941-1995. Várias vezes nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, tornou-se um dos mais conhecidos autores portugueses do século XX.

Obras:
POESIA: Ansiedade (1928), Rampa (1930), Tributo (1931), Abismo (1932), O outro Livro de Job (1936), Lamentações (1943), Libertação(1944), Odes (1946),Nihil Sibi (1948), Cântico do Homem (1950), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas do Purgatório (1954), Orfeu Rebelde (1958), Câmara Ardente (1962),Poemas Ibéricos (1965).

FICÇÃO: Pão Ázimo (1931), A Terceira Voz (1934), A Criação do Mundo (5 volumes, 1937-1938-1939- 1974-1980), Os Bichos (contos, 1940),Contos da Montanha (1941), Rua (1942), O Senhor Ventura (1943), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (romance, 1945), Pedras Lavradas (contos, 1951).

LITERATURA AUTOBIOGRÁFICA: Diário (16 volumes, 1941-1995), Portugal (1950).
Livro com capa cartonada. 
Como novo!

Preço: 40€ + portes

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Muro. Jean-Paul Sartre - Prémio Nobel 1964

O Muro 
Jean-Paul Sartre
Bibliotex Editora 
2003 
Coleção DN Prémio Nobel 1964 
(...prémio que recusou receber
160p



O Muro 
(cit.de http://sexto-empirico.blogspot.pt/2009/03/o-muro-jean-paul-sartre.html)

Sem nada para fazer, de modo totalmente arbitrário, pus-me a ler a novela “ O Muro” de Jean-Paul Sartre. Novela esta, presente numa ousada compilação de novelas intitulada “5 Obras-Primas da Novela Contemporânea”, que, a par de Sartre revelam os talentos novelísticos de autores como Thomas Mann, John Steinbeck, Panait Istrati e D.H. Lawrence, e isto tudo, numa 2ª edição de 1964 pela velha, Portugália Editora.
Como sugere o próprio título à algo que constrange Steinbock, Ibbieta e Mirbal. Um muro ao qual nenhum dos três está preparado a enfrentar, um muro que não sendo somente um muro é a base substancial da compreensão do que é a vida, melhor, do que é a vida sempre sob a intransigência do muro, isto é, da morte.

Tom Steinbock, Pablo Ibbieta e Juan Mirbal, por suspeitas de agressão contra os falangistas, estão detidos na cave de um hospital semi-destruído pela guerra civil, a 24 horas de serem fuzilados. Por vontade do comandante, um médico belga é incumbido de passar a noite com os prisioneiros, com o intento de registar num bloco de notas o comportamento dos encarcerados. Têm direito a um padre, a quem pretenda por uma última vez ajustar contas com o divino, mas a resposta dos três ao comandante é consentida por um frio silêncio. Deus não serve! Juan, o mais novo entre os prisioneiros, chora, grita e treme desoladamente, sabe o que lhe vai suceder mas não sabe ainda como reagir a esse facto – como se à morte houvesse reacção possível! Tom, o irlandês, sem erguer as mãos para cima, contempla os objectos à sua volta; o banco em que está sentado, ao canto o amontoado sujo de carvão, o pequeno buraco do lado esquerdo do tecto, os seus próprios companheiros, enfim, coisas que agora Tom sente como ausentes de qualquer sentido. Por último, Pablo, sem mais em que pensar, reavalia toda a sua vida e repara sem não com um triste pesar, que esta não passara de “um todo o tempo a abrir caminhos para a eternidade sem atingir coisa alguma”, uma “grande ilusão”, um fardo que ainda que pesado deixa de ter qualquer peso só pela momentnea – forçada ou não pela contingência - consciência da sua vanidade, apreendida numa situação-limite ou num pensamento mais aplicado. A amante Concha, à qual “ainda na véspera cortaria um braço para a tornar a ver durante cinco minutos”, “aqueles dois sujeitos agaloados, com seus chicotes e botas altas”, o “bigode do falangista”, o “rato debaixo dos seus pés”, enfim, tudo coisas agora sem qualquer importância face a alguém que vai morrer. Nem mesmo a “causa”, a grande causa Espanha, pela qual lutou, pela qual fugiu e pela qual aguarda agora o seu julgamento, o fazem despertar da vigília mais atroz: o não-sentido da vida, sem “causas” para lutar nem objectos para se apegar, apenas um muro e, nada mais.

O riso inevitavelmente acaba por ser a chave desta novela em formato “tragédia absurda”, e talvez subintitular assim este drama - tragédia absurda - possa parecer um pouco ousado devido ao paradoxo que esta designação intrinsecamente acarreta. Uma tragédia embora represente um gradual esvaimento de sentido devido a precisas situações à qual os protagonistas reagem de certa maneira, à qual escolhem, - a demais das vezes sem que suas escolhas reflictam o estado geral da situação, mas a sua própria situação -, ainda assim, mesmo dentro de uma tragédia as coisas acontecem e os heróis fazem-se consoante o seu plano, projectam-se edão-se, conforme o seu entendimento face às coisas, e estabelecem aí o seu contacto con-sentido com estas. Mas o absurdo é a perda total de qualquer contacto com as coisas, é a negação substancial ao apelo do ente, e a persistência neste estado (reflectido na angústia), só pode ter por paralelo o choro (atente-se à tragédia shakespeariana “Hamlet”) ou o riso, que é o que sucede com Pablo Ibbieta nesta novela, que, se já se ria ao colocar a sua vida na balança, no acto desesperado de saber se valeu ou não a pena, não se apercebe que a vida é sempre o que é, na ampla rudeza do termo é, que não permiti outro predicado senão, ser, sem mais nem menos.
Nesta nova consciência, podemos alcançar a nietzschiana "criança que brinca" que se ri e cria ao seu bel-prazer sem que lhe interessem os motivos transcendentes, a moral, a ciência, a polícia, os rituais, a missa ao Domingo, as namoradas e os namorados, o olhar inquisidor do pai, enfim, todas essas coisas que gostamos de tornar sagradas e prestar o devido culto, mas que, senão morrermos nós primeiro, morrerão elas, e o que resta afinal, é o nada. O riso é senão uma forma transcendente de reagirmos contra esse nada, presente apenas em raras e subtis consciências.

A obra colmata com a seguinte paródia de Ibbieta: “Tudo rodopiou à minha volta e achei-me sentado no chão: ria tanto que me vieram lágrimas aos olhos”. Pablo Ibbieta não fora condenado porque, ainda que lavando as suas mãos fronte ao seu destino, fora o próprio destino que se encarregara de o salvar do sibilar das balas. Tudo aquilo, ao fim ao cabo, fora inútil, as suas reflexões sobre a sua vida, o interrogatório dos oficiais, o rato por entre os seus pés, a sua prisão impulsionada pela "causa", ele mesmo - enquanto protagonista da sua própria tragédia - tornara-se inútil e tinha plena consciência disso. Afinal, o muro abrira-se sem o mínimo empenho do seu martelo...

Jean-Paul Charles Aymard Sartre (Paris, 21 de Junho de 1905 — Paris, 15 de Abril de 1980) foi um filósofo, escritor e críticofrancês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel ativo na sociedade. Era um artista militante, e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra.
Repeliu as distinções e as funções oficiais e, por estes motivos, se recusou a receber o Nobel de Literatura de 1964. Sua filosofia dizia que no caso humano (e só no caso humano) a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma "essência" posterior à existência.

( cit de wikipedia )
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