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sexta-feira, 12 de julho de 2013

A minha mulher. Anton Tchekov, Contraponto, 1996, 1ª edição. Versão de Luíz Pacheco

A minha mulher

Anton Tchekov

Contraponto

1996

1ª edição

Versão ( tradução ) de Luíz Pacheco

Ilustrações Luís Filipe

coleção autores estrangeiros

tiragem 1000 exemplares

ISBN 972-95042-1-0

118p

12x16,5





Sobre a mítica Editora Contraponto de Luiz Pacheco

Fundação da Contraponto

Luiz Pacheco cria a Contraponto: Edições e Distribuição em 1950 (Setembro), na rua Rafael Andrade, nº12 1º, Lisboa. Motivado pela ideia de combate ao regime vigente e pela luta contra as instituições. Concebe uma editora cujo objectivo era a denúncia da situação política, social e literária. O trabalho de escrita, revisão, tratamento gráfico e distribuição era, todo ele, feito pelo Luiz Pacheco. Contava com a colaboração de alguns amigos que se propunham para realizar certas tarefas e, por outro lado, garantir a publicação das suas obras.
Inicia a sua actividade com a publicação do primeiro número de "Cadernos de Crítica e Arte" sob organização e direcção de José Nunes Ferreira e Pitta Simões, tiragem de 2000 exemplares mas vendeu-se muito mal. 
Artigos publicados: "Sobre a poesia de Carlos de Oliveira"; "Apontamento" de Augusto Abelaira; "O Presidente" de Pacheco; entre outros.
Colaboradores: Augusto Abelaira, Jaime Salazar Sampaio, Arlinda Franco Oliveira, Vasco Vidal, Eugénio Morais Cardigos.
Em 1952 saiu o segundo número de "Cadernos de Crítica e Arte" , com uma tiragem de 1000 exemplares. Desta vez, as vendas superaram as expectativas.
Artigos publicados: Tentativa de publicar uma peça de Garcia Lorca mas foi cortada pela Censura. É alterada por poemas de Pedro Oom e Carlos Drummond de Andrade.
Colaboradores: Luiz Pacheco, Tomás Ribas, Paulo-Guilherme de Eça Leal, Alfredo Margarido, Renato Ribeiro, Manuel Nunes da Fonseca, António Nuno Barreiros, Francisco Aranda, Florentino Goulart Nogueira, Egito Gonçalves.
Em 1962 publica o terceiro, e último, número de "Cadernos de Crítica e Arte". Por questões económicas este número só contém as páginas 1, 2, 7 e 8. A tiragem foi de 1000 exemplares mas 500 ficaram na tipografia da Sertã.
Colaboradores: Luiz Pacheco, Artur Ramos, Ernesto Sampaio, António José Forte.
primeiro livro publicado pela Contraponto foi em 1951, intitulado "Discurso sobre a reabilitação do real quotidiano" de Mário Cesariny de Vasconcelos.

Logótipo

O criador do logotipo da Contraponto foi o Paulo Guilherme d'Eça Leal. Este está presente na maioria das publicações produzidas pela editora. No caso dos folhetos, panfletos e em stencyl o nome da editora por vezes não surgia no pé da capa ou página ou surgia, em letras normais

Edição de 1996 da mítica Contraponto de Luiz Pacheco
Estado como novo
Com ex-libris do proprietário coevo

Preço 30€  

com portes registados incluídos para Portugal Continental e ilhas

+ 8€ para correio registado internacional normal
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Estórias de coisas. José-Alberto Marques . 1ª edição, Contraponto,[1972] 2ª edição 2008, Edição Bonecos Rebeldes

Estórias de coisas

José-Alberto Marques

1ª edição
Contraponto [Luiz Pacheco]
[1972]
54p[1]

e

 2ª edição

 2008

Edição Bonecos Rebeldes

Coleção Musa Irregular, 4

75 p.



Posfácio de Zetho Cunha Gonçalves

Capa Fernando Martins
edição de 625 exemplares
ISBN 978-989-8137-16-6


1ª Edição de Estórias de Coisas na mítica Editora Contraponto de Luiz Pacheco, livro 128 de 300 exemplares e muito valorizado pela assinatura do autor e do editor Luiz Pacheco







José Alberto Marques

Foto do Autor
José Alberto Marques, nasceu a 4 de Outubro de 1939, em Torres Novas, é um dos poetas mais conhecidos e consagrados da poesia contemporânea portuguesa, protagonismo que nunca aclamou, sendo porém muitas vezes menosprezado pela critica literária portuguesa.
                  
Dono de uma vida particularmente difícil, José Alberto Marques, cedo começou a despertar a sua paixão pela poesia, não só pela sua, mas fundamentalmente a criada por parte dos outros autores. Frequentou a universidade, apesar de não dar muito tempo a esta causa, muitas vezes devido á vida que levava e ás horas de trabalho que o atormentavam para se sustentar a si mesmo e aos seus estudos. Foi editor do jornal Quadrante da Faculdade de Direito de Lisboa, seguindo o seu percurso literário, onde ficou bastante conhecido devido ao movimento da poesia experimental, tendo sido dele o 1º poema concreto em Portugal, intitulado de Solidão, na revista do Colégio Andrade Corvo entre o ano de 1958 e 1959.
                  
Vários cargos desempenhou na sua vida, muitos deles ligados á literatura e arte portuguesa, tendo sido Orientador pedagógico de português, fazendo também parte da direcção do S.P.G.L. No seu currículo encontram-se variadas obras e publicações, escrevendo livros de poesia, romances, livro infantis, livros juvenis, publicando também vários textos de critica literária em diversos diários e jornais de Portugal, bem como elaborou algumas exposições não só no nosso país, mas também no estrangeiro no que toca a á poesia visual. Encenou várias peças de teatro, realizou vários happenings, bem como outro tip de performances.
                  
No que toca à poesia experimental, organizou conjuntamente com Erneste de Melo e Castro, a obra Antologia da Poesia concreta, que continha um mundo de descoberta e de criatividade que algo de novo. Ao contrário de muitos dos poetas verbais que têm, normalmente uma certa incapacidade para dizer os seus poemas e as suas obras em público, José Alberto é um desses casos particulares, conseguindo valorizar os seus poemas através da forma que os consegue dizer, realizando performances poéticas ao longo dos anos. Participou também em outras publicações como Operação I e Operação II, obras estas resultantes também da poesia experimental. È-lhe reconhecida a qualidade do seu trabalho como poeta verbo-experimental e como romancista, onde outras obras fazem dele um histórico no que toca a poesia experimental.
Exemplares muito estimados. Em excelente estado de conservação tanto a edição originária como a mais recente que está como nova.

Preço 1ª edição: 90€

Preço 2ª edição: 25€  

Comprados em conjunto: 100€

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Seara de Vento Manuel da Fonseca 1ª edição Capa de Marcelino Vespeira

Seara de Vento
Manuel da Fonseca
1ª edição
Lisboa
1958
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
176 págs.


Sobrecapa de Marcelino Vespeira
Obra prima do neo-realismo português




capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa

exemplar muito estimado ( em excelente estado de conservação); miolo limpo

Preço 45€  

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Isto de estar vivo. Luiz Pacheco e Alice Geirinhas. 1ª edição. Contraponto. 2000

Luiz Pacheco

Alice Geirinhas ( ilustrações )

Isto de estar vivo

Lisboa

Contraponto

2000

1ª edição

exemplar 293/300

128p









Luiz Pacheco, em discurso directo. "Isto de estar vivo ainda um dia acaba mal. É uma frase do Manuel da Fonseca. Para o Manuel acabou, coitado. Ele caiu de uma escada abaixo, os amigos estavam à espera dele no café, ele não aparecia, foram lá a casa dele, e deram com ele inanimado. Depois ficou em coma profundo e morreu daí a uns 8 dias, talvez.
Isto [o lar] não é uma casa alegre. Não pode ser. É o terceiro lar onde estou e já sei que não há hipótese de arranjar melhor. Agora, para pagar isto é que me vejo um bocado aflito, porque eu não tenho dinheiro que chegue para isto. Como é que faço? Olhe, faço os possíveis. Isto custa para cima de mil euros por mês. O que eu recebo não dá para estar descansado. Tenho uma situação muito incerta.
Tenho um subsídio vitalício de 120 contos por mérito cultural. Há muita gente que tem. Agradeço isso ao Alçada Baptista. E ao Balsemão. Foi o Balsemão que inventou um decreto, que era o do mérito cultural, para legalizar estas pensões. O meu subsídio em princípio é vitalício, é um subsídio pelo passado. Mas com essa maluca das Finanças - por acaso até é gira, é muito feia mas é gira, é uma mulher a sério, não é o Peixoto, aliás o Barroso! - nunca se sabe. Mas não, porque se uma pessoa tem mérito cultural não o perde por causa da Ministra das Finanças.
Eu até estou um bocado resguardado. Enfim, estou bem aqui. Este quarto é um bom quarto, apetece trabalhar. Eu é que já não estou muito capaz de trabalhar, porque a memória, a vista, tudo isso inibe um tipo. Já não leio os jornais, não consigo. A minha ligação com o mundo é a rádio.
(...)
Para escrever bem, para estar atento - por desejar está-lo - é preciso um tipo ler muita coisa. Sim, o trabalho do Lobo Antunes interessa-me. Tem muitas qualidades. Tem métier, já escreveu alguns 15 romances, são anos de escrita. Esse também diz que não pode estar sem escrever, mas esse é verdade. Mas também é maluqueira. Ele tem muita pancadinha. Há livros do Lobo Antunes de que eu gostei porque me tocavam. Gostei deles por bairrismo, porque ele falava de Benfica, e da Avenida Grão Vasco, da palmeira ao pé dos correios. O Lobo Antunes é um tipo um bocado sentimental, é um tipo um bocado arrapazado".
(...)
Quem tiver dois palmos de testa ou um só de nuca perceberá - depois de ler esta entrevista na íntegra - qual a importância (relativa) que hoje os jornais de papel todos juntos têm...


Exemplar excelente
Assinado pelo autor



Preço 100€  

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Bodas Vermelhas. Pedro Homem de Melo. 1ª edição. 1947

Bodas Vermelhas

Pedro Homem de Melo

 1ª edição

Editorial Domingos Barreira

Porto

1947

171p.





 Prefácio de Júlio Dantas


Advogado e poeta. Folclorista. Assume-se como monárquico.

Retirado de Respublica, JAM

"Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello (Porto, 6 de Setembro de 1904 - Porto, 5 de Março de 1984). Poeta, professor e folclorista.

Nasceu no Porto, em 1904, no seio de uma família fidalga, filho de António Homem de Mello e de Maria do Pilar da Cunha Pimentel, tendo desde cedo sido imbuído de ideais monárquicos, católicos e conservadores. Foi sempre um sincero amigo do povo e a sua poesia é disso reflexo. O seu pai, pertenceu ao círculo íntimo do poeta António Nobre.

Estudou Direito em Coimbra, acabando por se licenciar em Lisboa, em 1926. Exerceu a advocacia, foi subdelegado do Procurador da República e, posteriormente, professor de português em escolas técnicas do Porto (Mouzinho da Silveira e Infante D. Henrique), tendo sido director da Mousinho da Silveira. Membro dos Júris dos prémios do secretariado da propaganda nacional. Foi um entusiástico estudioso e divulgador do folclore português, criador e patrocinador de diversos ranchos folclóricos minhotos, tendo sido, durante os anos 60 e 70, autor e apresentador de um popular programa naRTP sobre essa temática. Pedro Homem de Mello casou com D. Maria Helena Pamplona e teve dois filhos, Maria Benedicta, que faleceu ainda criança e Salvador Homem de Mello, que faleceu sem deixar desccendência poucos anos após o seu pai.

Foi um dos colaboradores do movimento da revista Presença. Apesar de gabada por numerosos críticos, a sua vastíssima obra poética, eivada de um lirismo puro e pagão (claramente influenciada por António Botto e Federico García Lorca), está injustamente votada ao esquecimento. Entre os seus poemas mais famosos destacam-se Povo que Lavas no Rio (imortalizado por Amália Rodrigues), Havemos de Ir a Viana e O Rapaz da Camisola Verde.

Afife (Viana do Castelo) foi a terra da sua adopção. Ali viveu durante anos num local paradisíaco, no Convento de Cabanas, junto ao rio com o mesmo nome, onde escreveu parte da sua obra, "cantando" os costumes e as tradições de Afife e da Serra de Arga.

Meia - encadernação em pele, com capas e ligeiramente aparado. Miolo excelente

Edição esgotada aquando da sua impressão.
Obra rara

Preço: 45€ + portes


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3,40€ em correio registado nacional continental ou 1,20€ em correio normal nacional continental


domingo, 7 de julho de 2013

Idéologies des indépendences africaines. Yves Bénot. Éditions François Maspéro. 1969

Idéologies des indépendences africaines.
Yves Bénot.
Éditions François Maspéro
1969
Cahiers libres 139-140
428p


livro 253 de uma tiragem de 3300



Sobre Yves Benot * Em frances...

Yves Benot, pseudonyme de Édouard Helman, né à la Ferté-sous-Jouarre le 23 décembre 1920 et mort à Paris le 3 janvier 2005, est un historien français du colonialisme, unjournaliste et un militant anticolonialiste.
Son père, médecin né en Roumanie, exerçait à La Ferté-sous-Jouarre où il se distingua pendant la bataille de la Marne en 1914. Arrêtés et déportés en 1943, lui et son épouse furent gazés à leur arrivée en camp d'extermination. Interrompant des études de lettres, Yves Benot rejoint pour sa part la France libre par l'Espagne. Après la fin de la guerre, il reprend une activité littéraire (préparation d'un volume de textes d'Antonin Artaud) et politique (Revue du Moyen-Orient). Il commence aussi une carrière de professeur de lettres, d'abord auMaroc où il exerce une activité journalistique.

Revenu en France, il travaille dans des publications liées au Parti communiste français. En 1958, il rejoint la Guinée nouvellement indépendante pour enseigner au lycée de garçons de Conakry. En 1962, après le procès des enseignants, il rejoint le Ghana deNkrumah où reste jusqu'à la chute de celui-ci.

Très inspiré par les Lumières du xviiie siècle, il démontre leur avance sur leur temps malgré leurs ambiguïtés. Il estime que, plutôt que de s'indigner, rétrospectivement, des insuffisances de la lutte contre l'esclavage, il convient surtout de réintégrer la colonisation dans l'Histoire et d'en comprendre les mécanismes.

Il est inhumé le 8 janvier 2005 au cimetière du Père-Lachaise (36e division)



Livro da famosa serie Cahiers Libres de Francois Maspero



Os livros das Editions Francois Maspero marcaram as gerações juvenis dos anos 60/70 (Les Génerations de Rêve et de poudre).

Nos últimos tempos do marcelismo ter um pequeno livro com um design extraordinário e autores e títulos inacessíveis em Portugal era uma experiência marcante.


Pôr uma capa nos livros era vulgar no meio estudantil da época e permitia a sua leitura em sítios públicos, no caso nas tardes longas de Verão nos cafés, locais de frequência regular dos estudantes.

François Maspero e a sua livraria no Quartier Latin era um local de peregrinação da esquerda europeia>

"Entre 1956 e 1975, uma livraria fazia parte do circuito de um certo Portugal político em Paris. A "Joie de Lire", na rue St. Severin, junto à place St. Michel, propriedade do editor François Maspero, era um ponto de encontro de muitos, que por aqui viviam, com outros que, como eu, por aqui passavam, a partir da segunda metade dos anos 60. Para aquela espécie de turistas políticos que alguns de nós então éramos, a Maspero (ninguém dizia a "Joie de Lire") era uma "meca" da livralhada inacessível em Portugal, à qual se juntavam panfletos e publicações dos partidos portugueses na clandestinidade, que despertavam a nossa imensa curiosidade.



François Maspero tinha como orientação não entregar à polícia - à "polícia da burguesia" - quem fosse apanhado a roubar livros, o que criou, em muita gente, uma espécie de impunidade que, ao que se dizia, terá acabado por levar a livraria à ruína económica. Fui testemunha presencial de uma frutuosa e furtuosa "romagem" à Maspero de um amigo português, ao tempo estudante em Paris, convenientemente dotado de um avantajado capote alentejano, que dava espaço para um eficaz "arquivar" de volumes. Ainda o estou a ouvir: "Ora cá está ele! Faltava-me o volume 8 das obras do Bataille!". E lá desapareceu o avantajado volume da Gallimard no bojo do capo" 




1 Place Paul Painlevé, París - Sede das Éditions François Maspero ( hoje Editions IVREA)

citado de duas ou três coisas.blogspot.com

Sobre o editor e escritor trotskista francês oriundo duma família de partisans e cujo pai morreu em Buchenvald:  http://www.youtube.com/watch?v=eNY-l7FuSnA&feature=colike 





François Maspero interviewé par Chris Marker.

François Maspero est ouvert à tout, il est de tous les combats militants sur les plans politique, social et culturel. Cela explique les multiples collections qui composent l’inventaire de son catalogue. Mentionnons (sans prétendre à l’exhaustivité !) la série « Histoire classique », où il publie notamment l’helléniste et ancien grand Résistant Jean-Pierre Vernant ; « Histoire contemporaine » où l’on trouve les fameuses études de Daniel Guérin sur le fascisme, mais aussi l’historien communiste orthodoxe Albert Soboul ; « Voix », qui donne la parole à Nazîm Hikmet et à des écrivains de tous pays ; « Bibliothèque socialiste » qui offre un éventail de classiques du marxisme : Boukharine, Rosa Luxemburg, Samuel Bernstein, etc. Dès 1967, la Petite collection Maspero, sur le modèle de ce que faisait Suhrkamp en Allemagne, propose plus de 270 titres en format de poche bon marché : on y trouve Aden Arabiede Paul Nizan (Maspero est à l’origine de sa redécouverte), Giap, Hô Chi Minh, le Che, Trosky, Ernest Mandel, mais aussi le pédagogue Célestin Freinet, la communarde Louise Michel, et bien d’autres. Remarquons que les éditions Maspero se sont intéressées à des domaines d’étude nouveaux, comme la situation des travailleurs étrangers en France, les bidonvilles, ou encore l’approche critique de la médecine. ( http://www.gauchebdo.ch/?Francois-Maspero-un-editeur-engage)



Livro , brochado, capa plastificada, com algumas manchas de humidade no miolo. Assinatura de posse e oferta na folha de rosto

Preço: 75€ + portes


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

O Hóspede de Job. José Cardoso Pires. Arcádia. 2ª edição 1964

O Hóspede de Job
José Cardoso Pires
 Arcádia
2ª edição
1964
254p.






( 1ª edição de 1963)
Prémio Camilo Castelo Branco

Outubro é o mês que se assinala a data do nascimento assim como da morte de José Cardoso Pires. Nasceu na aldeia de São João de Peso, conselho de Vila de Rei a 2 de Outubro de 1925 e foi em Lisboa, a 26 de Outubro de 1998, que viria a falecer.
Ao longo da sua carreira publicou vários livros e conquistou vários galardões literários. Com “O Hospede de Job” venceu o Prémio Camilo Castelo Branco, obra dedicada ao seu irmão que perdeu a vida quando cumpria o serviço militar obrigatório.
“Na véspera, as mulheres tinham marchado sobre a Vila e, todas em coro, apresentaram-se na Câmara. Pediam pão para casa, trabalho para os maridos.”
Editado pela primeira vez em 1963 mas escrito em 1953, O Hóspede de Job é um livro que descreve muito bem o Portugal de então. Dessa forma descobrimos um país onde o desemprego abundava e a fome era uma constante; onde as pessoas, pela força da necessidade, faziam muitos quilómetros a pé na esperança de arranjar emprego; onde já existiam algumas máquinas agrícolas, mas onde essas mesmas máquinas preocupavam os trabalhadores pois pensavam que ainda iriam agravar mais a falta de trabalho; nessa altura os guardas andavam pelas aldeias a cavalo e prendiam muitas pessoas por aspetos políticos e os jovens eram obrigados a cumprir o serviço militar.
“Na grande maioria são homens-operários, homens-camponeses, cobertos com uma farda que cobriu antes deles outros operários, outros camponeses, ou pescadores”
O filho de Aníbal é um desses homens. No quartel onde está fazem-se testes militares comandados pelo hóspede de job, Gallager, um americano a mandar nas nossas tropas. João Portela, que esfomeado andava naquela zona há procura de emprego fica sem uma perna por causa dos testes militares, ele simboliza todos aqueles que ficaram sacrificados pela tirania de uma ditadura. Tio Aníbal é o típico português que se preocupa com a vida dos outros. Floripes, uma jovem, está pressa numa cela por cima de uma Igreja, sitio onde já poucas pessoas rezam.
“Tu não pertences aos presos comuns…”
Este livro reaviva o passado para que essas memórias não sejam esquecidas, mas existe uma pergunto inevitável: Como é que a PIDE autorizou a publicação da obra?


Despacho da PIDE sobre O Hóspede de Job



Exemplar com miolo e capa em estado excelente. Encadernação editorial. Miolo amarelecido do tempo 



Preço 28€  

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Minha Senhora de Mim. Maria Teresa Horta. 2ª edição 1974


Minha Senhora de Mim

Maria Teresa Horta
Editorial Futura
Coleção Nova visão Futura
2ª edição
(1ªedição de 1971 

dos 

Cadernos de Poesia da D. Quixote)
1974

91 p






Minha Senhora de Mim ( infopedia)



Cumpre relembrar, na abordagem da poesia de Maria Teresa Horta, uma análise de Fernando J. B. Martinho (cf.Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, 1996, p. 144) sobre as formas de que a poesia de amor de David Mourão-Ferreira, enquanto celebração do corpo do desejo, se reveste, descrevendo umagraduação pela qual "a expressão do 'desejo' pode ir do alusivo, por uma aproximação metonímica que evitadizê-lo claramente [...] ao metafórico, que, todavia, se não inibe, pela veemência exclamativa de ir além dasimples sugestão [...] e à sua aberta assunção". Enquanto a poesia do autor de A Secreta Viagem manifesta uma preferência pela aproximação sinedóquica do corpo do desejo, percorrendo sobretudo a expressão alusiva e metafórica do desejo, numa poesia em que "tende a evitar-se o que não conte com a cumplicidade imaginativa do leitor e, assim, se aproxime perigosamente do literal", a poesia de Maria Teresa Horta, marcada até certo ponto pelo contexto e intenção iconoclasta da coautora das Novas Cartas Portuguesas, não teme, embora incluindo o discurso metafórico, sinedóquico e metonímico, uma "aberta assunção" da expressão do desejo. Emcomposições como «O Meu Desejo», «Poema ao Desejo», «Entre Nós e o Tempo» ou «Rosa», situadas naterceira parte de Minha Senhora de Mim, a linguagem despe-se o mais possível de véus retóricos que retardem a expressão da exaltação do corpo, da sensualidade, do erotismo, do sexo. A libertação da linguagem que nomeia o "espasmo", o "esperma", as coxas entreabertas "no início dos teus beijos" ou "a raiva do punhal que enterras/ no sol pastoso / do meu ventre" funciona, pela sua subversão e violência, a um nível mais elevado, como libertação da condição feminina e da condição humana face a convenções racionais, morais e sociais, castradoras da manifestação do ser humano numa totalidade em que o corpo e o desejo foram a última cidadela da censura.



Exemplar com miolo e capa em estado excelente. 



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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Uma estátua para herodes. Natália Correia. 1974. 1ª edição

Uma estátua para herodes
Natália Correia
1974
1ª edição
exemplar 565
Arcádia
Coleção Arcano 13
Capa de Manuel Dias
141 p




Sobre Natália Correia por Eduardo Pitta em 13/9/2010


Se fosse viva, Natália Correia faria hoje 87 anos. Por essa razão, um grupo de amigos e admiradores celebra a data no Botequim, o bar-restaurante do Largo da Graça (Lisboa) que abriu em 1971 a meias com Isabel Meyrelles. Nos anos 1970-80, o Botequim foi ponto de passagem obrigatório de grande parte da intelligentzia nacional. Foi também lá que, no Verão de 1975, os principais estrategas do Grupo dos Nove prepararam o que viria a ser o 25 de Novembro. Melo Antunes, Vera Lagoa, Francisco Sá-Carneiro, Snu Abecasis, Helena Roseta (mais tarde co-proprietária), Ramalho Eanes, Mário Cesariny, José-Augusto França, Vergílio Ferreira, David Mourão-Ferreira, Fernanda de Castro, Ary dos Santos e Fernando Dacosta eram habitués. O Botequim sobreviveu até 1995, dois anos depois da morte de Natália. Uma vez fechado, o espaço foi ocupado pela Associação José Afonso e, entre 2005-07, pela livraria Pequeno Herói, nome de um livro infantil de Natália. Agora voltou a ser o Botequim.

Por razões que a sociologia da literatura explicará, Natália foi uma mal-amada da democracia. Combatente anti-fascista com actividade consequente no MUD e na CEUD, a esquerda literária virou-lhe as costas. (Em 1979 foi eleita deputada independente nas listas do PSD.) Autora de uma obra vastíssima, no domínio da poesia, ficção, teatro, ensaio, narrativa de viagens e crónica; organizadora de antologias de poesia trovadoresca, medieval, barroca, erótica, surrealista e outras; directora do Século e da Vida Mundial, editora da Arcádia — qualidade em que se deslocou aos matos da Guiné para receber das mãos de Spínola o original de Portugal e o Futuro, publicado dois meses antes do 25 de Abril —; apoiante da Frente de Libertação Açoriana e autora do Hino dos Açores; hostess do mais exclusivo salão literário de Lisboa, por onde passou toda a gente que contava, incluindo, para espanto dos indígenas, Ionesco, Michaux, Yourcenar, Claude Roy e Henry Miller (Agustina e Sophia nunca lhe perdoaram esses serões); condenada em Tribunal Plenário por ter organizado a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica (1966), Natália foi, de facto, a derradeira personagem da vida cultural portuguesa. Jorge de Sena define como ninguém o seu perfil: alguém que se impôs na vida literária portuguesa «pela forma como soube transformar o escândalo numa espécie de terror sagrado do provincianismo embevecido.»

Conheci Natália tarde (em 1977), mas guardo lembrança de algumas passagens pelo Botequim e, sobretudo, de um serão prodigioso em casa de amigas comuns. Natália era uma força da natureza. Protagonizou acesas polémicas no Parlamento, recebeu prémios e comendas, escreveu obras admiráveis — entre outras, o romance Madona (1968), os livros de poesia As Maçãs de Orestes (1970), A Mosca Iluminada (1972), Sonetos Românticos (1990), e o ensaio Uma Estátua para Herodes (1974) —, e casou quatro vezes, a última das quais com Dórdio Guimarães. Diz quem sabe que foi, nos anos 1940-50, a mulher mais bela de Lisboa. Hoje é um bom dia para ir ao Largo da Graça lembrar tudo isto.


Exemplar com miolo em estado excelente. Capa cartonada com mazelas visíveis na fotografia



Preço 45€  

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